UM DESENHO POR SEMANA

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Nardoni Tibet da Silva

No dia 15 de abril de 2008 foi registrado Nardoni Tibete da Silva, no hospital Nossa Senhora Auxiliadora em Juquitiá Mirim, noroeste do estado de São Paulo. Filho de Edervan Raimundo da Silva(28), e Maria Aparecida da Silva(20), é saudável e pesa pouco mais de 3 kg. Sobre os motivos da escolha do nome do menino, o pai explica a indecisão, “A gente tinha pensado em Edermar ou Marivan, pra ter nossos nomes, e ao mesmo tempo ser diferente, mas a gente tem ouvido sempre esses nomes que colocamos, e acabamos escolhendo” . “Ele queria Tibete e eu Nardoni” confessa a mãe.”Escutei muito esse nome de longe na cozinha da patroa enquanto passava a Ana Maria (Braga) na TV”.

Os 2 dias em que mãe e filho ficaram no hospital, foram suficientes para as enfermeiras já escolherem um apelido para o recém-nascido. “é lindo o Tibezinho” comenta a enfermeira Roberta - “nós o chamamos assim!”. Já Andréia, outra enfermeira da equipe do hospital, confessa ”Nardoni não dá, né? Para uma criança inocente Tibezinho é bem melhor!”

A tia e futura madrinha de Nardoni Tibete, Rita de Cássia da Silva (17), não aprova o nome “Preferia César, Menotti ou Fabiano. São mais simples e bem mais bonitos!” . Apesar do descontentamento de alguns, Edervan e Maria estão felizes com o saudável rebento e seu nome suigeneris. “O Escrivão me perguntou umas três vezes se a gente tinha certeza do nome, insistimos e ele aceitou numa boa. Só falou pra colocarmos Tibete e não Tibbé, como a gente queria. Disse que assim ficava mais certo.” comentou Edervan.
“Estamos muito contentes com o Nardonizinho, foi a melhor coisa que aconteceu em nossas vidas”, festeja a orgulhosa mãe.(oqéisso press)

Tirando a apresentadora do programa Mais você, nenhuma das pessoas descritas acima realmente existe, tão pouco a cidade, ou o hospital. Mas não se assuste se daqui uns 15 anos seu filho tiver um Nardoni Antônio ou Tibete Ricardo, como melhor amigo da escola.

Trilha sonora:
Televisão - Titãs


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sobre um craque e um torcedor, amigo, contemporâneo...



Era 1994. Eu tinha 17 anos, ele 29. Quando ele tinha cinco anos, o Brasil ganhava, no meio de uma ditadura militar, uma copa do mundo com um dos seus maiores times, no qual brilhava o maior de todos, Pelé. Quando eu tinha 5 anos o Brasil, começando a se movimentar para sair da tal ditadura, perdia uma copa do mundo, também com uma das melhores seleções de todos os tempos, na qual brilhavam Zico, Falcão e Sócrates. Nós dois precisávamos exorcizar a falta de boas memórias. Pois ele viu a vitória, mas provavelmente não lembrava, enquanto eu havia visto a derrota, mas ainda assim queria lembrar daquele esquadrão fantástico. Estávamos nós dois carentes de vitória, de bons resultados ou mesmo de bom futebol. Os dois últimos campeonatos, 86 e 90, não haviam sido justos conosco. Os bons tempos de democracia não estavam sendo igualmente felizes nos gramados. Futebol ruim, derrota para Argentina. Mas agora, era outra década, outra copa. Combinamos, ele lá e eu aqui, que alguém precisava fazer alguma coisa. Ele não disse nada, mas mesmo assim eu sabia que ele ia fazer.

E fez. Fez 1, 2, 3, 4, 5, fez 6. De cabeça no meio de uma zaga sueca, de bate pronto na frente do goleiro holandês. Até assisitiu Bebeto, seu parceiro de ataque, num gol salvador contra os norte-americanos. Na final quando ninguém mais queria bater o pênalti, sentado em cima da bola, chupando uma laranja, ele disse “eu bato”. Tinha que ser, afinal, nós havíamos combinado. Ele foi lá, bateu e fez.

O capitão era o hoje técnico da seleção brasileira. Foi um ótimo capitão. Mas não sei porquê, a lembrança de alguém segurando a taça, mais clara em minha cabeça e a do camisa 11. E aposto que muitos outros brasileiros também. Ele chorava enquanto beijava a “copa do mundo”. E o Brasil todo ria contente ao resgatar o lugar de direito da camisa amarela, no topo do mundo da bola.

Eu já não precisava mais sentir inveja de não ter visto a copa de 70. Ele já não precisava tentar se lembrar dela. Ele não precisava mais lamentar 82. Eu não precisava tentar buscar nas minhas reminiscências infantis o belo futebol da seleção de Telê. Eu agora tinha uma lembrança de vencer uma copa. Dava adeus ao orgulho de videotape, e tinha garantida para o meu futuro uma lembrança de ter visto um craque de verdade. E quanto a ele? Ele cumpriu o que me prometeu. E depois, além de outras coisas, completou o que prometeu a si mesmo, completou 1000 gols. Todos satisfeitos? Creio que sim.
É isso aí parceiro.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Eu edito. E você?




O violão é o instrumento mais fácil de tocar...MAL! Ouvi isso uma vez de um músico na TV já faz um bom tempo e nunca mais saiu da minha cabeça. Pense bem, é a mais pura verdade. Cerca de 97,4% da população ocidental toca alguma musiquinha no instrumento.Não, esses números não foram aferidos através de pesquisa, mas sim na mais pura achologia. Mas deve ser por aí. E o que tem a ver o violão com a edição (excetuando-se a rima, é claro)? Tem que hoje em dia editar vídeos, tratar fotos digitais é como tocar violão, todo mundo sabe e mal, mas até dá para alegrar uma rodinha de amigos e a família.


Os avanços tecnológicos conquistados segundo a segundo facilitam a vida dos aspirantes a editores, diretores e atores de fim de semana, o que faz com que hoje todo mundo saiba pegar uma foto e no computador (no bom e velho photoshop) e colocar a cabeça de um desafeto no corpo de um chimpanzé, ou tirar um sarro com algum jogador do time rival ao que se torce. Faz também com que outros possam pegar trechos de filmes, e programas de TV favoritos e façam fake trailers que fazem um baita sucesso na internet (como visto aqui em oqéisso http://novooqeisso.blogspot.com/2008/02/e-se-ferris-buller-tivesse-realmente.html). Sem falar nas obras feitas com as fotos e vídeos capturados por câmeras digitais e celulares, que rendem clipes românticos ou de lembranças de viagens e finais de semanas com os amigos.


Os programas de edição, antes exclusividade dos profissionais da área por serem complicados e demandarem estudo e dedicação, hoje tem filhotes mais simples, de fácil acesso ao usuário comum do computador. E aí surgiram os youtubes, googlevideos, yahoovideos, msnvideos, fulanovideos, cicranovideos. É lindo, qualquer um pode gravar, editar e colocar para todo mundo, literalmente, ver. Nunca teve tanto sentido a frase de Andy Warhol “todo mundo tem os seus 15 minutos de fama”.


Ninguém precisa dominar o Premier ou o After Effects para colocar o videozinho do tombo da avó no youtube. Como também não é necessário saber ler partitura para alegrar o churrasco do domingo ao som de Fogo e paixão do Wando com o seu violãozinho. O violão é democrático, popular, todo mundo pode tentar tocar mais ou menos e não ficar envergonhado por isso. Hoje editar um vídeo é assim também. Todos podem ser músicos, qualquer um pode ser um diretor. Mas de fato, quase ninguém realmente o é.


A pergunta que fica é, e daí? Deixe o trabalho sério e profissionalmente executado, para quem é pago para isso. Agora, para quem quer se divertir um bom “ meu iaiá, meu ioiô” ao som de um violão desafinado com a galera, filmado pelo celular, está ótimo!
E youtube neles!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Solfejo


Oi Gente! fazia tempo q não aparecia um poema aqui no oqéisso!
Eis que a espera termina...


Solfejo
Já não tenho a mesma habilidade de dizer
Nunca tive
Não sei mais verbalizar o que está aí no ar
Um dia eu soube?
Minha língua já não corta
Talvez eu nem queira
Não sou velho, não sou sábio, não estou cansado
Nada disso
Apenas não falo, não verbo, não substantivo, não grito
Não acho
Somente vejo, solfejo
Na mente cantarolo uma alegria de enxergar
e nada precisar dizer

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