UM DESENHO POR SEMANA

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

uma nota só VII

"...a arte de escrever histórias consiste em saber extrair daquele nada que se entendeu da vida todo o resto"
(Italo Calvino em O cavaleiro inesistente)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Afinal, JESUS era JUDEU, né?

Eita, erro de conceito sobre religião. Na novela "Caras e Bocas" da rede Globo, há um núcleo judeu ortodoxo. Leia-se por ortodoxo, o judeu que leva costumes e tradições do povo e da Torá muito a sério, ou seja, um núcleo similar aos indianos de Caminhos das Indias, só que judaico. Pra quem não sabe, um Judeu ortodoxo nunca citaria algo que Jesus disse para justificar uma decisão própria, já que para eles Cristo não é o Messias. Mas os escritores da novela esqueceram isso e deram uma escorregadela ao colocar uma das parábolas de Jesus...



essa é A parábola do filho pródigo toda.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Velha Juventude



Faltavam oito anos para eu nascer. E como quase sempre há, naquele ano existiam jovens e quando isso acontece, o mundo muda, nem que seja por algum tempo. São eles que não se importam com tudo que já existe. São eles que aproveitam tudo o que já existe. São eles que não se conformam com as coisas e que falam delas sem prevenções, sem pré-concepções e formatos, dizendo muitas vezes até sem palavras. São eles que erram muito, que arriscam muito. Naquele ano foram eles.

Sons da juventude, distorcidos como só eles souberam fazer. Resposta da juventude proporcional ao que os outros faziam por aí com canetas, moedas, muros e armas. Absurdos inimagináveis dos dois lados. Excessos, vários. Comportamento, atitude, vigor, vontade contra a do mundo. Mistura de tudo, rebeldia inócua e comum contra pais, com pitadas de revolta com o que havia de errado com o planeta.
Voz ouvida? Certamente, talvez não respondida.
Não mudaram nada. Marcaram muito. Cantaram, amaram, perderam, ganharam experimentaram, tudo demais. Fizeram tudo por curtição irresponsável também.



Ao contrário do que diz a canção dos anos 80, ninguém pode ser “Forever Young” seja na cabeça ou na alma. A juventude não é só um estado físico, e de longe não é um fator meramente etário. Ela é principalmente um período de tempo na vida de qualquer um e não pode durar para sempre. Se durasse, não seria o que é. Já ouviu aquele pensamento, “se eu fosse jovem, com a sabedoria que eu tenho hoje...”? Se alguém tem a sabedoria de uma pessoa que viveu muito não pode ser jovem. A descoberta, o excesso, o reconhecer dos limites são características essenciais da mocidade. Ninguém que sabe muito é jovem.

Engraçado, a juventude pessoal passa, mas a juventude como conceito não. Ela independe de época, das pessoas que existem, do regime vigente, da moda ou do tempo. Ela independe de você e de mim e um dia, se você ainda é jovem, a juventude vai irritar você, vai te instigar, vai te desafiar como você hoje desafia a vida.

Naquele ano de 1969 eu ainda não era. Hoje estou à beira de deixar de ser, mas ainda enxergo como é e meus ouvidos se deliciam com o barulho. Saberei que já não sou quando restar só saudade. E aí tomara que eu seja um pouco mais sábio e não brigue com o que é novo.



Atualizado em 2014:
A canção da minha série favorita, da minha juventude mais tenra, Valeu Joe Cocker, por dar voz a juventude para pelo menos 3 gerações diferentes. 



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

EXPRESSÃO E CURTIÇÃO CRIATIVA

Aqui no oqéisso hoje tenho o prazer de comparilhar o lançamento de algo que este que vos escreve esta envolvido. Junto com meus amigos Junior Valler e Keko Honorato, começa um projeto pra fazer com prazer. Sabe aquelas coisa que você faz unicamente por curtição? Então é isso! Espero que você curta também! Quem sabe um dia eu não te conte como tudo começou, hein? (não é Léo)?
Curta aí!

(Dica: troque "SD" por "HQ" para ver o video em melhor qualidade!)




Pra curtir lá, clique aqui no Cafundozando - coletivo de expressão e curtição criativa

Fumar em restaurante é igual comer e jogar as migalhas no prato dos outros


É hoje, mais precisamente amanhã. Finalmente entrará em vigor exatamente às 0h00(???) de sexta-feira a lei que proibirá o fumar em locais públicos que sejam fechados ou com qualquer tipo de cobertura, além de condomínios e etc.

Trocando tweets com meu amigo Keko Honorato, comecei a pensar em quão sem sentido é uma lei pra forçar a cidadania. Isso, a palavra é FORÇAR, lei não apenas regulamenta alguma coisa. Nesse caso, com a proibição, a lei força à prática de um ato de cidadania. Eita, tudo errado! Se é forçado não é ato de cidadania.

Óbvio, talvez pra alguns, mas agente não pensa nessas coisas costumeiramente. Segundo a Wikipédia (desculpe!) a definição de Cidadania é (do latim,civitas,"cidade")[1], é o conjunto de direitos, e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive[2].

Ok, colocando isto, acoida pode dar numa discussão longa, e a idéia na verdade não é essa, mas sim evidenciar o contrassenso de se precisar criar uma lei dessas. Também é fato que quase toda lei na verdade é um contrassenso já que pressupõe a possibilidade de que o cidadão decida agir não respeitando o direito do outro, seja este o direito de respirar ar “puro” em ambientes fechados, seja o de ir e vir ou mesmo o de viver.

A cidadania como conhecemos popularmente não tem relação com crimes hediondos ou falcatruas financeiras, mas sim com convivência do dia a dia. Com respeitar espaço que é de todos e que também não é de ninguém. Sabe aquela "bobagem" toda (pra alguns) de que o homem está destruindo a terra? Então, isto está incluso.

Vi uma garota numa reportagem hoje de manhã reclamando da lei, dizendo que tem muito mais fumaça na rua, com a poluição do que nos restaurantes com os fumantes. É por esses argumentos que leis como a antifumo, e a Lei seca existem. Afinal, a culpa é sempre do outro e não nossa. A tal lógica de que quando deixo de declarar um valor ínfimo no meu imposto de renda tudo bem, pois o problema na verdade está naqueles que empregam namorados de neta no Senado. É a lógica da fumaça maior. Fumaça pequena pode porquê uma maior já existe.

E por falar em lei seca, meu já citado amigo Keko Honorato propôs fazermos um bolão. Depois de vermos a lei do "se dirigir não beba" dar uma relaxada, quanto tempo “dura” alei antifumo na prática? Ele apostou seis meses. E você, o que acha? Faça sua aposta.

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