UM DESENHO POR SEMANA

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O que você vai fazer em 2016?

Há umas 3 semanas o mundo ficou sabendo que em 2016 a nata do esporte mundial estará no Brasil. E nesse ano, daqui há 7, eu estarei lá na cidade do bondinho e do Cristo Redentor, para ver um jogo das finais de basquete das olimpíadas. Bem, pelo menos foi o que eu combinei por telefone com o meu irmão 5 minutos depois do anúncio do Rio de Janeiro como sede.

Planejamos uma poupança olímpica para ingressos, viagens, acepipes e souvenirs. Inclusos nesta conta, os mimos para o meu sobrinho Miguel que estará na época com 10 anos e terá acrescido uma lembrança sem igual a sua memória infantil. Fizemos contas rápidas, decidimos de quanto precisávamos e fechamos o acordo.

Logo depois pensei no quanto são 7 anos, em como as coisas mudam. Nos últimos 2 anos minha vida mudou completamente. Casamento, família, mudança de prioridades, idade.Tinha uma banda, não tenho mais. Não tinha esposa, uma casa, agora tenho. Em dois anos o mundo passou dos 3Gse videoconferências para a iminente transmissão holográfica.Coisas impensáveis (talvez não para o George Lucas).

Impensáveis como o Ronaldo voltar a jogar no Brasil (e bem, diga-se de passagem, mesmo com 130 Kg). Inimaginável como Dunga passar da certeza de fracasso ao até agora constatado sucesso.

Em 7 anos, provavelmente PT e PSDB trocarão de posição pelo menos 2 vezes nas eleições para presidente. Pensando bem, talvez as coisas não mudem tanto assim.

Há dois anos o Twitter tinha 1 de nascido, e ninguém sabia o que era. Hoje ninguém sabe exatamente para que serve, mas quase todo mundo usa, e alguns q dizem que em 2016 já não vai mais existir.

Há um par de anos também, a Microsoft era a dona do mundo digital e daqui há outros 2 (talvez meses, semanas, horas ?) A Google é que vai ter o monopólio de que há na web.

Nesses 24 meses eu engordei 10 Kg, mas amadureci uns 7 anos.

Há duas semanas comecei a escrever esse texto num emprego e hoje posto o mesmo logo após de chegar num outro.

Não é ruim fazer planos. Para a maioria do que foi mencionado acontecer, eles foram feitos. E para outras tantas coisas, o rumo foi longe do idealizado, para o bem ou para mal.

Assim, acabo lembrando a sabedoria divina que diz “quem é que pode acrescentar um metro sequer a sua vida? Ou ainda um dia de tempo neste mundo?" Pelo tempo que temos para fazer as coisas, nossas próprias mudanças de pensamento e os imponderáveis da vida, 2 ou 7 anos não seriam suficientes para realizarmos tudo mesmo que planejássemos o período. Então que o tempo corra atrás de nós.

Por essas e outras, almejarei as olimpíadas brazucas com meu irmão e sobrinho, aproveitarei já hoje delas me deliciando de nos imaginar lá, pois o dia que o momento chegar, durará no máximo um dia ou dois. E eu prefiro aproveitar os sete anos. Afinal, como diria Herbert Vianna, “O viajar já é mais que a viagem”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Poema insone

Conto histórias para mim mesmo
Para ver o sono chegar
Na cama faço poemas
Que se findam quando durmo
E ao acordar nunca existiram

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

um desenho por semana para um mundo mais bacana X



Enquanto Keko e eu pensávamos um conceito pra uma marca,
ela estava ali, com a perna luxada, como se estivesse posando.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O que é que deu pra fazer em 30 dias de férias

Com a Cyn trabalhando não rolou viagem, então sozinho foram:

10 dias de gripe

2 idas ao médico

11 filmes e 1/2  assistidos

1 gibi do Cebolinha lido

6 rascunhos de desenho para camisetas feitos

1 ilustração - pastel oleoso sobre resto de folha A3 - terminada
4 posts no oqéisso

1 post no cafundozando

1 video curto editado

3 freelas

1 renegociação de IPTU

1 Entrevista de emprego

8 dias de trabalho
1 acordo de demissão

1 uma negociação de plano médico

15 crônicas do Mário Prata lidas

1 visita de meio de horário comercial à minha mãe

1 personagem bíblico estudado
1 braço de violão lixado

1 almoço com meu pai, irmã e cunhado

1 foto clipe para minha irmã

4 noites mal dormidas

1 soneca à tarde

Não necessariamente nessa ordem...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um balão, dois mentirosos e uma criança. Talvez haja esperança.

Todo mundo viu o caso. Eu não sei, não vi em noticiário algum, mas os pais do menino do balão devem utilizar bem de rede sociais. Talvez “bem” não seja a palavra certa. Sabe-se que fazem vídeos e postam tudo no youtube. Imagino que eles têm página nos Facebook cheia de fotos de tornados e que informam suas atualizações e aventuras no Twitter. Quem sabe se não são produtos do tempo em que vivemos. De autopromoção on line, de ser publicitário e relações públicas de si mesmo, de virais, e de meios de comunicação (os tradicionais) que se vêem reféns de ter que usar tudo isso.                                                                                     

Não é que os meios tradicionais de comunicações sejam bonzinhos. Longe disso. É que muitos deles, assim como alguns de nós, utilizam redes sociais como quem é obrigado, e não tem a medida ainda do que é relevante ou não.

Não estou dizendo que a farsa seja culpa das redes sociais, da internet e da mídia, mas que elas foram ferramentas para o embuste. Os pais farsantes fariam alguma coisa pela autopromoção em qualquer época. Mas as possibilidades que temos em nossas mãos e a busca pela visibilidade que existe no mundo hoje, amplificam tudo de uma maneira absurda.  

Em meio a tudo isso, uma notícia boa. Que nesse mesmo mundo mudado, crianças ainda são crianças. Não só para fazer travessuras, mas para ser sincera sem querer em frente às câmeras e dizer a verdade ao vivo. Foi o que fez o filho do Sr. Richard Heene, o embusteiro. Na verdade uma travessura com os pais, que talvez nos dê um pouco de esperança ainda na humanidade.

É, a final se eu não for como criança minha'lma não tem salvação...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Oi. Não é TÃO “simples assim”.

Fiquei alguns dias sem me comunicar com o universo, devido às minhas férias, a uma baita gripe e à Oi. Como todo atendimento de telefonia e internet a coisa não é muito fácil. Acho que não chega ao nível da saga pela qual passa meu amigo Ricardo Bonifácio que fica pelo menos 1 dia por semana sem conexão e não sei quantas horas brigando com o atendimento da NET (se quiser ver a saga é só seguí-lo @ricardo_boni).

De qualquer forma, vamos lá.

Capítulo 1
No meu caso a coisa começou provavelmente com a greve dos correios. Não recebi a fatura, e (erro meu) não lembrei de pagar. Alguns dias depois, avisos de não pagamento no Velox 3G, e um pouco depois mensagens telefônicas gravadas. Ligamos na Oi, um atendimento longe de ser explicativo, dizia que poderíamos imprimir o boleto pelo site. O atendente não estava muito a fim de explicar como fazíamos isso, não respondia nossas perguntas e se irritava já que estávamos atrapalhando, gastando o serviço de ATENDIMENTO dele. Desligamos, pegamos a impressora, montamos o circo ( a impressora aqui fica desligada e guardada num armário, apartamento pequeno, vocês sabem..) e procuramos no site o local pra pegarmos a 2ª via. Mas a coisa não ia, ao clicar na área desejada voltava para a home da Oi. Grrrrrrrrr. Ok, resolvemos que chegava por aquela noite.

Capítulo 2
Horas de sono depois, uma nova tentativa, e agora a atendente dava um número com o qual conseguiríamos pagar, e nós ingênuos acreditamos. Não conseguimos. Mais um dia se passou, e decidimos que ir à loja era a melhor idéia, pois lá dava para imprimir a fatura. Mas no dia seguinte, antes que fôssemos, fui usar o 3G e ele estava bloqueado, que alegria. Recebi mais ligações com mensagens automáticas.

Capítulo 3
Fomos à loja, a atendente disse que poderíamos ter imprimido a fatura pelo site. Explicamos pra ela o ocorrido, aí ela foi mostrar para nós como era no site e o que aconteceu? O MESMO! O site da Oi não funciona direito com alguns browsers, inclusive o que a LOJA da Oi usava em algumas máquinas. Ela imprimiu em outro PC, fomos a um banco e pagamos a fatura. No dia seguinte nada de desbloqueio, (afinal, “quem ama bloqueia!”)

Capítulo 4
Continuei recebendo inúmeras mensagens gravadas dizendo que eu não havia pago e resolvi responder a uma delas. Caiu para uma atendente que nem me deixou falar, ao ver que era sobre o 3G disse que estava sem sistema. Precisei implorar para ela falando “ok, você pode deixar eu fazer só uma pergunta?” mal educadamente, depois de fazer algumas acusações, dando a entender que dizia “porque você não foi á loja primeiro?” respondeu dizendo que o 3G seria desbloqueado em 4 dias úteis. QUATRO!

Epílogo
Para minha sorte, a conexão voltou no terceiro dia útil, embora eu ainda receba um aviso de não pagamento a cada 4 horas (recebi um enquanto escrevia).

De qualquer forma, tive vários aprendizados:
1. Ficar mais esperto quando tem uma greve dos correios
2. Que todo atendimento telefônico ao consumidor é ruim.
3. Que eu preciso baixar um outro browser.
4. E que com a Oi é simples assim, quem ama bloqueia.


Já teve alguma nefasta experiência com atendimento ao consumidor? Conta aí nos comentários! 

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