UM DESENHO POR SEMANA

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

um desenho por semana para um mundo mais bacana XIII




A última menina. Talvez você saiba a história dela amanhã. Para variar uma história sobre a espera.
Espere e verá.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prêmios dos meus caros amigos

A galera com a qual comecei essa vida comunicóloga, e que em outros projetos ainda caminho junto,  fica por aí ganhando prêmio.

Na última quarta-feira dia 24/11 o designer e Diretor de Arte e sócio da produtora de idéias Gabiru Albino Junior Valler, ganhou o primeiro lugar no 2º Desafio Cultural de Design da revista Computer Arts, publicação da Editora Europa. Os concorrentes precisavam criar um cartaz com o tema sustentabilidade. E o cara faturou o prêmio e uma grana  com essa peça aí ó

Veja os detalhes lá no blog do Junior Valler.

E ontem, 5ª feira, 26/11 os meus amigos Keko Honorato e Ricardo Bonifácio da Moai estúdio gráfico, o estúdio com "competência corpoorativa e espírito Rock'n Roll", ganharam o Bronze de melhor Design de Embalagem no Midiafest 2009, coisa que já virou tradição, pois eles ganham todo o ano. Fotos aqui 2ª feira, hein?


Para quem não sabe, é exatamente com Keko Honorato e Junior Valler que tenho orgullho de produzir dentre muitas outras coisas o coletivo Cafundozando onde está o nosso incrível, fantástico e extraordinário programa Cafundó.

Parabéns galera, tenho orgulho de trabalhar com vocês já a 07 anos!!!
OYEAH!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tudo de melhor INCLUSIVE para o senhor!


Tarde quente de sábado, tudo aquilo que a gente espera, mais uma maravilhosa experiência com telemarketing. Agora o banco do qual sou correntista. Mas dessa vez a culpa foi minha, afinal eu reconheci o número mas mesmo assim atendi.

Sábado, 16h, sofá, almoçando vendo televisão, depois de ter chegado em casa às 15h


Toca o telefone:
-Alô boa tarde, eu poderia falar com o senhor Jean Marcel Coutinho?
-Sou eu mesmo.
-Senhor Jean meu nome é "Fulana" sou do banco "X" e estou te ligando pra oferecer a oportunidade de uma poupança programada. O Senhor já tem algum tipo de investimento senhor Jean?
-Tenho sim (na verdade tenho exatamente no mesmo banco, coisa que a incauta não sabia, antes de me oferecer)
- E qual seria?

Seco, porém educado e com voz suave, continuei respondendo:

-Poupança.
- Ah, ok. Então, senhor Jean, o que estamos te oferecendo é uma poupança programada, naqual por um valor mínimo "y" o senhor concorre..."

Tirei o telefone do ouvido, porquê a voz estava alta e eu já conhecia o plano todo, já que me é oferecido de 2 em 2 meses. Coloquei o fone no ouvido, mas não havia acabado, meu cálculo do tempo de ofereciemento do produto em questão ainda não está perfeito. Esperei mais uns 10 segundos e voltei ao nosso prazeroso monólogo, enquanto ela terminava:

- ...quanto o senhor gostaria de guardar senhor Jean?

Ainda paciente, apenas fazendo o modus operandi que a educação nos indica respondi:

- Então no momento, acho que não estou interessado.

Mas ela é brasileira e trabalha em telemarketing, então não desiste nunca de vender e de tentar te irritar.

-O senhor não está interessado em guardar um valor para o seu futuro, senhor Jean?

Ainda paciente mas frisando bem as palavras:

-Não é isso, é que nesse momento es-pe-cí-fico eu não quero pensar nisso.

Foi aí que ela mandou a bomba:

-Mas existe um momento certo para o senhor pensar em guardar dinheiro e ganhar prêmios Senhor Jean?

Com a paciência esgotada, mas tentando de todas as formas lembrar que ela é paga para isso, está fazendo seu trabalho e que a culpa é minha por ter atendido soltei suave e pausadamente:

- Olha, acho que você esta sendo um pouco incoveniente!

Ela com toda educação irritada e irritante finaliza:

- O Banco "X" agradece e deseja uma ótima tarde, e tudo de melhor,  INCLUSIVE para o senhor!

"Inclusive" para mim. É, eu sei.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Qual a sua graça?

Costumo dizer que os pais certas vezes quando dão um nome para os seus filhos, não escolhem, fazem uma condenação.
















Você tem um daqueles nomes que tem dois “Ns” um K e um “Y” ou que é uma junção do nome do seu pai e da sua mãe, ou ainda que tem origem estrangeira com mais consoantes do que vogais? Então você teve problemas com as chamadas e colegas de escola, recebeu cartas com outro nome, e ao fazer cadastros, ou conhecer alguém teve que repetir pelo menos 5 vezes a grafia dele.

Mas não é o caso meu e da Cyn, não temos nomes escalofabéticos.

Esse bihetinho apareceu numa entrega que deixaram para nós. Mas quem somos nós? Pelo menos pela foto não dá para saber. O nome da Cyntia tem uma frescurinha, esse ‘Y” que poderia ser substituído com um simples“I”. Mas o problema do nome dela não é o tal do “Y”, é que as pessoas escrevem Cyntia das mais criativas formas como, CÍNTIA, CINTIA, CINTYA, CINTHIA, CYNTHIA (esse é o jeito mais comum) e para nossa surpresa o da foto acima, a novidade SINTHIA, criatividade total.

Quanto ao meu, teve uma época que eu falava com a pronúncia francesa (e correta, é assim que eu me chamo), não por frescura, mas exatamente para as pessoas não escreverem “GIAN”. Então, falava quando alguém me perguntava como era o meu nome que eu me chamava “JAN” (pronúncia e não grafia) na minha cabeça isso minimizaria a questão porquê pelo menos o “J”, o “A”, e o “N” ninguém iria errar. Existem umas 2 ou 3 pessoas, além de meus pais e irmãos, que me chamam assim, do jeito certo. Tem gente que me conhece há anos e não sabe que eu não me chamo “GIAN”, e sim JEAN (pronuncia-se “JAN”). Bem, talvez fique sabendo agora.

O nome é a primeira informação sobre a pessoa, uma das primeiras coisas dadas a nós ao nascermos, ou mesmo até antes. E importa e muito, para uns até mais do que para outros, você já ouvi a expressão "eu tenho um nome a zelar!". O nome pode carregar tradições de família, cultura, pode ser uma homenagem , pode dizer muito da onde você veio, suas origens ou apenas quem são seus pais, o que eles conheciam da vida, do que gostavam e etc.

Quanto a mim, pode me chamar de Jean Marcel, como minha mãe chama e como assino meus trabalhos "JM" como meus amigos me chamam, “Jê”como já me chamaram, Jean Coutinho como bancos instituições e o Orkut me chamam ou simplesmente Jean. Pode até me chamar de “Gian”, não tem problema, mas se eu estiver de costas, no meio de outras pessoas, não garanto que eu vá atender.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Notícia de ontem

Vendo todas as notícias sobre a comemoração dos 20 anos da queda do maior símbolo da cortina de ferro, e do fim de um mundo bipolarizado, lembrei de que vi isso todo aos meus 12 anos. Em minha infância vi todo um sem números de filmes no qual o Alemanha Oriental, URSS, Tchecoslováquia, eram países para onde de maneira destemida espiões ingleses e americanos iam acabar com tramas internacionais, impedir que mísseis fossem entregues e é claro, namorar belas espiã loiras.

Esses três países hoje já não existem, bem como o derrubado muro de Berlim, marco máximo da Guerra Fria. É incrível pensar que você viveu na época em que houve uma grande mudança no mundo, em que existiam coisas, regimes, nações que hoje são história. História. Pessoas com menos de 23 anos não viram isso.

Apesar de todos os James Bond, Trama Internacional e até Top Gun (!!!) pensei apenas num filme para ilustrar tudo isso, a mudança histórica do mundo. O Fantástico "Adeus Lenin" , feito quando o muro já tinha caído há 14 anos, é sobre exatamente a mudança de rumos do mundo, que apesar de esperada também foi traumática para alguns. Com uma mistura de humor leve e drama, ilustra bem a transição da cortina de ferro para um mundo sem muros.  


Uma notícia de 20 anos de idade, que para história é como se fosse ontem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

É sempre bom ter uma velhinha a tiracolo














Existe coisa mais esquisita e desconfortável do que sala de espera? OK, pode até ter, mas quanto você está lá, não dá pra lembrar de nenhuma.


Dia desses fui resolver questões de freela com uma agência. Até aquele dia fizemos tudo via fone e e-mail. Marcamos então, para acertarmos as coisas numa reunião ao vivo. Quando cheguei lá o endereço não era da agência mas sim do cliente que a contratou e que por sua vez solicitou meus serviços de redator.

Uma sala de espera. A recepcionista no fundo da sala, mas de frente para todos. “Todos” nesse caso eram candidatos a uma vaga de emprego naquele lugar. Uns de frente pros outros. “Todos” menos eu que espera meu contato da agência. Desconfortável.

Não importa de que estabelecimento é a sala de espera. É claro que no caso da espera de um resultado exame médico grave é bem pior. Aliás, pior não, diferente, porquê o que falo não é sobre a expectativa do resultado da espera, seja ela exame, entrevista desemprego ou um tratamento de canal. Falo sobre o desconforto, o silêncio, os olhares e desvios de olhares. Sobre a falta de ter o que fazer e pensar, as caminhadas até a janela, o medir do ambiente, o perceber de cada defeito, rachadura ou falha na pintura.

Me refiro ao perceber do nervoso dos outros, de ver uma pessoa estalando os dedos enquanto outra ainda verifica o celular a cada cinco minutos.O enfrentamento da espera nesses lugares é basicamente fuga. Fuga das pessoas de quem se está perto, fuga dos olhares. Você acaba fazendo todas as coisas já citadas não para passar o tempo mas para se ver seguro da incômoda e silenciosa presença dos outros.

Ou ainda simplesmente porquê a sala de espera faz isso conosco. Nos põe em silêncio em cadeiras ou sofás que ainda que na melhor das hipóteses sejam confortáveis, parecem ter formigas saindo do estofado deixando a gente incomodado, inquieto.

Não há solução para a sala de espera. Minto, talvez haja uma. Ter uma velhinha em mãos. Uma dessas de cabelos brancos (às vezes violetas, às vezes meio amarelados). Enfim, uma senhora idosa. Elas não se importam com a SALA DE ESPERA. Essas destemidas não estão nem aí para a presença desconfortável do ambiente, e o enfrentam com galhardia e bravura. Vão logo fazendo comentários sobre a espera e dois minutos depois centenas de histórias se descortinam como se ali fosse a sala da casa delas.

Ainda assim a SALA DE ESPERA não deixa de ser A SALA DE ESPERA, mas fica ali de canto sabendo que está sendo vencida por mais uma velha amazona de cabelos brancos (ou violeta, ou amarelados)

Infelizmente eu não tinha uma velhinha à mão naquele dia. Tinha só meu bloquinho e minha caneta. Comecei a escrever isso lá, mas ainda assim perdi a paciência, não com desconforto, mas com o chá-de-cadeira e acabei indo embora.

Fui porquê não aguardava um importante exame médico ou uma entrevista de emprego e principalmente porquê eu não tinha uma velhinha em mãos.

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