UM DESENHO POR SEMANA

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Ia fazer um cartão de natal engraçadinho  com uma mensagem que tentava fugir do que está por aí, de forma criativa, num meio diferente e etc.

Mas no domingo ao participar do culto em uma igreja percebi que estava sendo exatamente igual a todo mundo. Não por buscar ser criativo, mas por dar mais importância à forma do que a mensagem.
Assim, segue agora meu cartão de natal para você, que eu redijo agora sem muitos planos, mas apenas convicções e sentimentos:

Um menino nos nasceu, um filho se nos deu. E o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRINCIPE DA PAZ.(Isaías 9:6)

Essa Paz, eternidade, conforto, força e o cuidado do Deus que se fez menino, que se fez homem e habitou entre nós é o que eu desejo para todos!

Feliz Natal!    

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal e ponto

Muito legal poder ver as ações realizadas sexta, sábado e domingo agora.  Comemorar o Natal deve ser dar de presente ao aniversariamente, fazer o que Ele disse para fazermos, expressar o seu amor pelas pessoas...


Jantar com os moradores de rua e entrega de caixas de presentes (elaboradas por milhares de pessoas) em comunidades carentes da região.

Parabéns a toda equipe JNI não só por esse fim de semana, mas por todas ações feitas durante o ano!
Depois disso só posso desejar um Natal como Ele quiser de presente para todos!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Até quem engole está sendo engolido


No final de ano a gente pensa muita coisa. Ou simplesmente analisa um pouco mais profundamente. Apesar da correria para últimas entregas, acertos de contas, negociações das festas de fim de ano, é o momento em que alguns de nós pensam mais fortemente sobre algumas coisas. Possivelmente porquê a iminência de um novo começo nos faz esperar por mudanças daquilo que achamos que precisa melhorar, ou ainda nos faz imaginar se é possível acontecer aquelas coisas que mais desejamos. 

Foi um momento desses que me fez escrever esse texto. E o momento não era nem exatamente meu. Mas de certa forma eu participei dele.

Numa terça em que conversávamos sobre nossos projetos criativos, Keko Honorato e eu começamos a divagar sobre como o mundo nos engolia de uma maneira tal que percebíamos mas não conseguíamos sair. Percebemos que ficamos presos com nosso consentimento, numa teia que nos confunde, nos maravilha, nos faz acelerar sem muitas vezes nos deixar sair do lugar.

Estávamos falando do mundo de hoje, da vida de hoje, da internet de hoje.
Infinita geração de conteúdo implica em quantidade infinita de conteúdo pra ver, seja ele bom ou ruim. O número de redes sociais existentes se não causa dependência, pode tragar para dentro de si a pessoa que quer se relacionar tanto socialmente, como profissionalmente. Um reflexo do que é o nosso tempo.
Surgiu a pergunta “como esses caras do twitter, os profissionais, conseguem tempo pra ficar na internet o dia inteiro twittando, procurando e gerando conteúdo e trabalhando (sim, muitos têm empregos)? E todas as outras coisas? E o foco, está no quê?”

Nesse momento, meu amigo Keko Honorato, se percebeu enredado pelo tempo sem tempo em que vivemos. Dentro e fora da web. Tempo em que você tem que tirar momentos para só pensar, meditar, mas com hora marcada e se possível com despertador no celular “hora de parar e pensar”. Tempo em que deixamos de fazer o que gostamos para trabalhar, e deixamos de trabalhar pra fazer coisas que gostamos, e acabando não fazendo nenhum nem outro. Tempo em que exigimos de nós dar conta de tudo, da casa, do trabalho, do freela, de administrar 2 blogs, do twitter, do MSN, do Orkut, Facebook, da família, e de repente do cachorro. 

Eu tive essa iluminação há algum tempo. Organização, foco, prioridade e escolha prévia. E mais, não se preocupar com o que não merece preocupação. Parece óbvio, só se organizar, escolher o que você quer e realmente precisa fazer. Mas não é. Como disse antes, somos engolidos pelo mundo e nem percebemos. Desde as horas que passamos no trabalho até o trabalho que nos dá ter que fazer até as coisas que nos dão prazer. Foi isso que eu disse para o Keko. E foi isso que ele me disse:

“Já comecei a aplicar nossa conversa. Realmente faltava organização e disciplina. Agora acho que vou dar conta de tudo o que tenho pra fazer. Me concentrando em coisas realmente importantes pra mim. Sem messenger, twitter ou internet pra me atrapalhar. Ontem rendeu muito.”  
Obrigado hein. Você salvou uma vida.”

Eu não estou dizendo para você nunca mais abrir os browsers, até porquê se assim fosse, você não estaria lendo esses pensamentos aqui.
Ah, e eu não salvei a vida dele, apenas passei para frente aquilo que tenho re-tentado a aplicar na minha vida. “Transforme-se pela renovação da sua mente, e não se conforme com aquilo que você vê por aí” (Rm 12;2) 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A honesta e isenta opinião de um alien

Digamos que você seja um alienígena, que vem para terra estudá-la. Você tem um aparelho que interpreta a língua de qualquer país do mundo, e decide ver como é uma determinado nação. Vamos dizer que você tem informações de seus superiores que vendo a programação da TV de qualquer país pode-se falar muito sobre ele. Você então sintoniza a programação de TV aberta de um país qualquer, sei lá, vamos dizer o Brasil.

Você começa pelo jornalismo, afinal você verá fatos sobre aquele país, nada mais correto. Coloca num telejornal, "menina morre após ser atingida por bala perdida". Você coloca noutro, "bairro e fechado com toque de recolher de traficantes". Coloca em outro ainda e "helicóptero da polícia é derrubado na guerra do tráfico no Rio de Janeiro". Só para tentar ver se a história muda você tenta uma última vez e vê    "arrastão nas ruas do Rio de Janeiro".

Ok, uma outra coisa para saber sobre como é um país é a cultura, assim, como um alienígena muito coerente você decide ver também os programas de entretenimento.
Começa por um de domingo e vê um humano fêmea com nome de um alimento chamado morango. Seria a "Fêmea Morango". Você troca para outro e vê mais duas, a "fêmea Melancia" e a "fêmea Melão". Em todos os casos as fêmeas alimento sacodem a parte onde existe mais carne em cada uma enquanto a câmera focaliza aquilo jogando na sua cara quase em 3D.

Você muda de canal e vê os melhores momentos de uma festa cultural no Rio de Janeiro na qual todo mundo ressalta as mesmas partes "carnudas" para lá e para cá e têm as mesmas imagens em quase 3D.

Você muda de canal procurando agora por produções de ficção, para observar como os próprios brasileiros se enxergam. Em um canal você vê um filme sobre a revolta num presídio. Em outro você assiste um outro sobre a vida de um traficante de classe média do Rio de Janeiro nos nos 80 cujo nome não é Johnny. Em outro, você vê uma assalto a um ônibus de número 174 que deixa dois mortos. Mais uma tentativa e lá vem um filme sobre um policial que comanda uma tropa de elite que combate traficantes no Rio de Janeiro e um monte de humanos morrem de todas as formas não naturais possíveis.

Aí você assiste o vídeo abaixo


Você, alienígena, consegue enxergar alguma grosseria no tal comediante?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A minha espera e a escolha deles, ou dos pais.

Ontem postei aqui um desenho de uma menina numa sala de aula. Vai aí em seguida o que me motivou.

Há alguns anos, o meu grande amigo e hoje Pastor, Raphael Brandão me disse “Na vida tudo é escolha” das mais corriqueiras até as fundamentais, que mudam tudo. Um tempo depois usei e passei o mesmo conceito a outros amigos. Talvez um dia fale mais sobre isso aqui.

Mas hoje a escolha precoce é o que motiva estas linhas. Domingo presenciei a loucura de ver crianças competindo a partir de escolhas sobre o que farão de suas vidas pelos próximos três anos e que certamente influenciará no que farão também em um futuro mais distante. Em uma escola pública de Campinas centenas de adolescentes participavam de um vestibulinho para ingressar numa escola técnica. Química, bioquímica, técnico em meio ambiente e outros. Idade média 14 para 15 anos. Talvez você diga “não são crianças, são adolescentes!” . Com exceção de alguns mais velhos mesmo, eram todos crianças. E agora a partir da minha espera conto a minha impressão de alguns deles, que por coincidência eram em sua maioria meninas.

A dorminhoca
Fazia sua prova há mais ou menos uma hora. De repente deitou a cabeça sobre os braços e a mesa. Dez minutos, quinze, vinte. Comecei a ficar preocupado. Uns cinco minutos depois ela levantou animada. Foi a terceira a terminar a prova. Se foi no chute ou ela era algum tipo do gênio eu não sei. Só sei que no caderno de questões ficou a marca da baba.

A causa da minha espera parte 1
Foi ela que motivou o meu desenho. Logo antes da entrada em sala ao perceber que estava prestes fazer a prova, de repente teve os seu 5 minutos. Os pais estavam ali acompanhando-a. começou a pula e dizer “é agora é agora, ai, ai....”

A princesinha
Pela aparência devia ter não catorze, mas uns doze anos. Bem no estilo princesinha, roupas, canetas, cabelo. Parecia que ia sair dali para o castelo da cinderela. Só se fosse trabalhar como alquimista da princesa, estava prestando química.

A esquecida
Não levou documento, não podia entrar sem. Teve que ligar pra mãe trazer. Ficou na porta da sala ao lado. Faltando 5 minutos começou a chorar. Um choro silencioso. Uma professora do cursinho apareceu para acalmá-la. “ela vai trazer, vai chegar, repetia ela”. Com 11 segundos de atraso a mãe chegou. Ainda chorando, abraços, palavras para tranqüilizar, limpeza do rosto. Entrou e fez a prova.

A causa da minha espera parte 2
Começou a me perguntar quanto faltava para terminar o tempo restando 2 horas para acabar. Quando todos estavam passando a respostas para o gabarito ela ainda fazia contas. E foi assim até o final de 15 em 15 minutos. Para eu ir embora ela tinha que acabar. Ok, estava no direito dela, mas todo mundo já tinha ido. Mais alta que os demais, com a roupa do cursinho, e um cabelão enorme e meio embaraçado, de maneira infantil ela perguntava e não dava pra ficar com raiva. Foi aí que ao invés de reclamar decidi desenhá-la (viva meu bloquinho sempre em mãos).

Crianças escolhendo e sendo forçadas a crescer através do estudo. É a vida e seus degraus. Aos catorze anos eu escolhi prestar “processamento de dados” no famoso CUTUCA, escola técnica da Unicamp. Alguém me imagina fazendo isso? Graças a Deus que eu não passei, porque definitivamente eu não sabia o que estava fazendo.
E imagino que muitos deles também não saibam.

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