sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Não aconselho assitir “Comer rezar amar”, sério.
Mesmo que você vá pagar meia da meia entrada, faça algo melhor com o seu dinheiro. Dê para a caridade, compre um sonho de valsa, uma lata de leite condensado ou um paliteiro da loja ching ling mais próxima, será mais útil.
O Filme tem duas coisas boas e 314 ruins.
Vamos as boas:
1. Julia Roberts - que é Júlia Roberts.
2. Fim – apesar de não parecer quando você está no cinema, uma hora ele acaba.
As Ruins (314 é muito então vou ficar com 3 e creiam, é suficiente):
1. Clichês
Por causa de um vazio existencial, a fim de descobrir quem ela é (MEU DEUS!) a personagem de Julia Roberts decide seguir os conselhos e previsões de um Xamã (hein?) parecido com o mestre Yoda (palavras da personagem) e decide viajar (coisa que ela já fazia antes) Assim vai à Itália, Índia e a Bali.
Clichê 2 – Se tem personagem brasileiro toca o quê na trilha? Sim, você acertou, bossa nova, representada por mais senso comum, a família Gilberto (João e sua filha Bebel)
2. Na Ásia só tem ocidental
Tanto na índia quanto em Bali, a personagem só fala com estrangeiros. Na Índia no local de devoção de uma “guru” todos os “líderes” possuem olhos e peles claras. Se é uma crítica a alguma coisa eu não entendi direito. Talvez que os templos hindus pareçam igrejas em estrutura e por causa de quem os dirige.
3. Vergonha alheia
Não faltam momentos que dão vontade de fechar os olhos ou tampar os ouvidos. Os piores deles são vividos através da personagem Filipe, um brasileiro interpretado por Javier Barden. Com um portunhol lascado, digno de “muittooo obrrrigadou” em show de banda gringa no Brasil, Barden causou um constrangimento geral no cinema. Algumas palavras no “português” que ele fala não dão nem para entender.
Você pode estar aí pensando, “mas o filme é mais para mulher, você não ia gostar mesmo”. Engana-se. Fui acompanhado de minha, esposa, que aliás escolheu o filme achando que era um daqueles filmes românticos. Não é. Para mim isso poderia ser um ponto positivo. Mas no final acabou não sendo.
O filme soa tolo o tempo todo. Vazio, perdido, infantil às vezes, quase adolescente na questão da busca espiritual. Existem sequências inteiras (como a viagem a Itália) que no final do filme parecem inúteis, pura encheção de lingüiça que em nada influenciam na história.
Enfim, após 2 horas de “Comer, rezar, amar” eu e a Cyn estávamos a beira de uma indigestão cinematográfica, pedindo a Deus para acabar logo com aquilo e ela se questionando se eu ainda a amava depois de ter nos feito passar por tudo aquilo.
Ao fim do filme, depois de gritarmos (para nós mesmos) “ALELUIA” ela me pediu desculpas umas três vezes. Respondi “tudo bem, tenho um texto de utilidade pública prontinho para colocar no blog”. Disse “eu te amo” a ela , fiz uma prece pelas almas dos produtores do filme e dispensei a sobremesa.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Claracidade
Quis compor para ti
A canção mais de amor
Te passar a noção
Do pra sempre vou
Que você sabe sim
Do sincero olho meu
E que o belo tem tudo a ver
Com o sorriso teu
Não tem valor mundo todo sem a luz
Claracidade, seu olhar
Para mim que achei meu lar em ti
Coração, luz e frescor
Pra mim
Para Cyntia,
pelos 3 melhores anos da minha vida.
A canção mais de amor
Te passar a noção
Do pra sempre vou
Que você sabe sim
Do sincero olho meu
E que o belo tem tudo a ver
Com o sorriso teu
Não tem valor mundo todo sem a luz
Claracidade, seu olhar
Para mim que achei meu lar em ti
Coração, luz e frescor
Pra mim
Para Cyntia,
pelos 3 melhores anos da minha vida.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Soterrados - Uma história real
(continua a trilha) Em slow surge o rosto da esposa. Corta para rosto do filho. Começam os flashs dos fotógrafos. Vai para imagem do rosto de um dos homens apreensivos com as condições do que vai sair do buraco.
(sobe o ritmo da trilha triunfante) Imagem da cápsula aparecendo. Volta para imagem da mãe e filho arregalando os olhos com emoção contida, mas pronta para extravasar. Close no rosto da jornalista americana que acompanhou todo o drama das famílias e fez tudo para humanizar o processo, denunciou o aproveitamento político da situação e a situação de trabalho que os mineiros enfrentam no dia a dia.
(cessa a trilha) Buraco por onde estão passando os cabos. Surge a parte superior da cápsula com a qual cada um dos mineiros será salvo.
(aumenta o barulho da máquina puxando a cápsula tudo em slow) Começa a aparecer o rosto do primeiro salvo.
(Volta a trilha em seu ápice) O homem que deixa escapar uma lágrima, por baixo dos óculos escuros que o protegem da luz. Seu rosto está magro e barbado.
Depois de totalmente içado, o primeiro resgatado é libertado da cápsula e em um abraço emocionado, gira seu filho no ar e dá um beijo apaixonado em sua esposa que em lágrimas sorri radiante. Todos ao redor estão aplaudindo. O casal para de se beijar. O mineiro fala olhando para sua mulher “ainda bem que eu te avisei que ia me atrasar para o jantar"
(Sobe a música) Plano geral visto de cima. Entram os créditos.
Não foi isso que você viu nos resgates, nem eu.
Inúmeros comentários surgiram pelas redes sociais nas horas que se sucederam ao primeiro resgate. Todos se relacionavam com uma certa decepção e um tom de crítica a essa exposição, com relação ao estado dos mineiros e de suas reações.
"Desconfio que tenham mandado Prestobarba pelo caninho... saem todos de barba feita!" (Tatiane Garcia)
Confesso que por uns 2 ou 3 segundos eu mesmo fiquei um pouco decepcionado com a reação do mineiro ao encontrar a família. Depois passou e foi aí que eu comecei a refletir. O fato de vermos na TV ou pela internet ao vivo, não quer dizer que aquilo era um show, mas a gente fica com esse conceito na cabeça. E aqui nem vai aquela crítica básica à mídia, manipulação ou coisa que o valha. Vai sim a ressalva a nossa expectativa individual. Do porquê acompanhamos as coisas, porquê clicamos em um link ou paramos num canal de TV enquanto estamos zapeando. Preocupação ou espetáculo?
Se você está lendo este texto certamente é como eu, capacitado a discernir sobre as coisas e não culpar a mídia por tudo.
Depois dos três segundos, dei graças a Deus pelo resgate deles e por não haver tragédia. E pensei "tomara que no desastre nosso de todos os dias eu haja, seja em palavras, seja em ações, e deixe o entretenimento e o ingresso para a sessão de cinema".
Ah, por falar nisso, Gael Garcia Bernau faz o mineiro e Penelope Cruz a mulher dele.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O corte
O corte do papel no dedo
dói
o suficiente para um poeta chorar
e escrever
mais um poema
fingido
dói
o suficiente para um poeta chorar
e escrever
mais um poema
fingido
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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