terça-feira, 30 de março de 2010
Paredão - o último!
Provavelmente a úlltima transmissão ao vivo do live panting nas paredes da Moai Design às terças, naquela hora da noite...Está sendo muito legal fazer, conversar e rir com a galera. Valeu por você que tem assistido.
Para saber onde estamos é só ficar atento no twitter do @keko_honorato, @ricardo_boni, @palmagoncalves, @JMoqeisso e @GiMoura e no orkut deste que vos tecla.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Memórias não implodem
Moro não muito longe da região da antiga Estação Rodoviária de Campinas. Por essa razão várias pessoas me perguntaram se eu ia assistir à implosão da estrutura inativa e degradada. Perguntaram se minha rua estava interditada, se dava pra ver do meu apartamento e se a poeira ia chegar até lá. Não dei importância, não pensei muito no assunto.
Ontem na data da implosão fui até a casa da minha mãe. Lá, minha irmã falou que gostaria de dar uma última olhada na rodoviária. Ri. Há pouco havia brincado ao saber de pessoas que no sábado realmente foram até lá olhá-la pela última vez.
Hoje de manhã, com a antiga construção já demolida, e pronto para escrever sobre outra coisa, lembrei que a antiga rodoviária não mais existia.
Lembrei que não mais veria o lugar. Comecei a recordar das viagens que fiz a partir dali. Todas as vezes em que fui para o Rio de Janeiro na casa do meu pai, inclusive a última e mais importante viagem há uns anos.
Recordei também da minha infância nas idas a Mogi Mirim, aqui perto de Campinas. Da saída e da chegada à rodoviária de lá, do caminho a pé até a casa dos meu tios, a batida de palmas no portão e o som alto vindo de dentro da casa. Lembrei também de ir buscar pessoas queridas na frente do antigo Quintalão.
Percebi que sim, a antiga rodoviária havia feito parte da minha vida. Não era para ficar triste ela não existir mais, até porquê hoje morando perto dela, via o quanto não trazia mais belas lembranças às pessoas. Também porquê lugares e estruturas são apenas coisas que podem ajudar na lembrança de pessoas e de experiências vividas e estas não dependem de objetos ou edificações.
Assim, lembrei sorrindo dos corredores da antiga rodoviária, pensando nos melhores momentos que passei a partir de lá, sabendo que muita gente também tem ótimas recordações. E que não, de maneira alguma, é motivo de riso alguém ter dado uma última olhada naquele lugar.
terça-feira, 23 de março de 2010
As transmissões ao vivo continuam
Para saber horário e local corretos o de sempre, checar o twitter dessa galera:
@keko_honorato, @ricardoboni, @palmagonçalves, @GiMoura e o meu, @JMoqeisso
ou no meu orkut, na mensagem inicial, hoje lá pelas 20h12
Até mais!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Chorar de tanto rir
No filme Antes de partir, ( The Bucket list, 2007), Jack Nicholson e Morgan Freeman fazem aquela famosa lista de coisas a experimentar nos últimos meses de vida. Ao ver o filme esse fim de semana, um dos itens da lista chamou minha atenção e me fez lembrar de um fato e refletir sobre ele.
Na lista havia coisas como “saltar de paraquedas”, “ver uma coisa grandiosa”, “fazer uma tatuagem” e o que me provocou lembranças, o item “rir tanto até chorar”.
Em nenhum das experiências, mesmo contemplando as pirâmides do Egito, as personagens carregavam consigo câmeras ou filmadoras. Óbvio, estavam para morrer, iam guardar lembranças para quê? Bastava a eles aproveitar sem se preocupar com o amanhã.
De um tempo para cá passei a ser daqueles que tira foto de tudo, grava tudo. Já tiraram sarro da minha cara por isso, minha esposa já até brigou comigo por isso uma vez. Fiquei assim depois que percebi que diferente de muitos amigos eu não tinha lembranças palpáveis ou visíveis de muitas ocasiões felizes da minha vida. Ao casar, decidi então que não perderia nada desse novo começo, até porque se na multidão de fotos uma fosse irrelevante era só apagá-la.
Foi então que ao ver o filme lembrei de um fato pré câmeras digitais, bem antes de casar, bem antes de minha promessa de registrar o máximo possível da minha vida. Era um item da lista dos dois senhores, provavelmente o dia em que mais ri na minha vida, até chorar.
Três jovens amigos no lado de fora do que chamávamos de chácara, um lugar de refúgio, descanso, curtição e relaxamento. Era uma madrugada fria. Envoltos em cobertas, sentados naquelas cadeiras de plástico, conversávamos. Falávamos sobre o que estávamos fazendo, sobre o que queríamos, sobre o futuro.
Falávamos sobre pretendentes ou não a futuras esposas. Uma em particular de um membro do trio ali presente. Conversávamos sobre o que ele esperava da pessoa com quem passaria o resto da vida. E tirávamos sarro disso. E brincávamos com os requisitos e ou a falta deles, e não senhoras e senhores, não falávamos de atributos físicos.
Uma piada bem sem graça se tirada do contexto saiu. A moça não servia, “Ella no tiene diploma” ele soltou em bom portunhol. E assim começou, com essa frase ridícula, uma sequência de gargalhadas infinitas. Risadas com sons esquisitos, perda de fôlego, dor na barriga e o ápice, choro.
Rir tanto até chorar.
A lembrança que eu tenho é que aquilo durou horas e não me recordo como terminou.
Ninguém gravou, tirou fotos, não está no youtube ou em um clipe de casamento. Mas é a lembrança do dia em que mais ri na minha vida, ri até chorar.
Não precisamos registrar nada, é legal, é bom, mas nós não precisamos. Talvez registremos tudo com medo de futuramente esquecer de um ou outro momento, ou para ver quanta coisa fizemos na nossa vida. No entanto, ao lembrar daquele dia, percebi que momentos memoráveis são aqueles que ninguém esquece.
Talvez eu não me lembre da cor das roupas que vestíamos, que ano foi ou como terminou. Mas meus amigos e meu sorriso estão guardados ali naquela chácara, numa madrugada fria, na lembrança do dia em que mais ri na minha vida e que me garante sorrisos no rosto toda vez que me lembro.
Assim, sem fotos ou vídeos, apenas a recordação de um dia memorável.
Na lista havia coisas como “saltar de paraquedas”, “ver uma coisa grandiosa”, “fazer uma tatuagem” e o que me provocou lembranças, o item “rir tanto até chorar”.
Em nenhum das experiências, mesmo contemplando as pirâmides do Egito, as personagens carregavam consigo câmeras ou filmadoras. Óbvio, estavam para morrer, iam guardar lembranças para quê? Bastava a eles aproveitar sem se preocupar com o amanhã.
De um tempo para cá passei a ser daqueles que tira foto de tudo, grava tudo. Já tiraram sarro da minha cara por isso, minha esposa já até brigou comigo por isso uma vez. Fiquei assim depois que percebi que diferente de muitos amigos eu não tinha lembranças palpáveis ou visíveis de muitas ocasiões felizes da minha vida. Ao casar, decidi então que não perderia nada desse novo começo, até porque se na multidão de fotos uma fosse irrelevante era só apagá-la.
Foi então que ao ver o filme lembrei de um fato pré câmeras digitais, bem antes de casar, bem antes de minha promessa de registrar o máximo possível da minha vida. Era um item da lista dos dois senhores, provavelmente o dia em que mais ri na minha vida, até chorar.
Três jovens amigos no lado de fora do que chamávamos de chácara, um lugar de refúgio, descanso, curtição e relaxamento. Era uma madrugada fria. Envoltos em cobertas, sentados naquelas cadeiras de plástico, conversávamos. Falávamos sobre o que estávamos fazendo, sobre o que queríamos, sobre o futuro.
Falávamos sobre pretendentes ou não a futuras esposas. Uma em particular de um membro do trio ali presente. Conversávamos sobre o que ele esperava da pessoa com quem passaria o resto da vida. E tirávamos sarro disso. E brincávamos com os requisitos e ou a falta deles, e não senhoras e senhores, não falávamos de atributos físicos.
Uma piada bem sem graça se tirada do contexto saiu. A moça não servia, “Ella no tiene diploma” ele soltou em bom portunhol. E assim começou, com essa frase ridícula, uma sequência de gargalhadas infinitas. Risadas com sons esquisitos, perda de fôlego, dor na barriga e o ápice, choro.
Rir tanto até chorar.
A lembrança que eu tenho é que aquilo durou horas e não me recordo como terminou.
Ninguém gravou, tirou fotos, não está no youtube ou em um clipe de casamento. Mas é a lembrança do dia em que mais ri na minha vida, ri até chorar.
Não precisamos registrar nada, é legal, é bom, mas nós não precisamos. Talvez registremos tudo com medo de futuramente esquecer de um ou outro momento, ou para ver quanta coisa fizemos na nossa vida. No entanto, ao lembrar daquele dia, percebi que momentos memoráveis são aqueles que ninguém esquece.
Talvez eu não me lembre da cor das roupas que vestíamos, que ano foi ou como terminou. Mas meus amigos e meu sorriso estão guardados ali naquela chácara, numa madrugada fria, na lembrança do dia em que mais ri na minha vida e que me garante sorrisos no rosto toda vez que me lembro.
Assim, sem fotos ou vídeos, apenas a recordação de um dia memorável.
terça-feira, 16 de março de 2010
Paredão ao vivo é aqui.
Para saber horário e local corretos é só dar uma olhada no twitter dessa galera: @keko_honorato, @ricardoboni, @palmagonçalves e eu é claro, @JMoqeisso ou no meu orkut, na mensagem inicial, hoje lá pelas 20h.
Até à noite!
terça-feira, 9 de março de 2010
Terça é dia de paredão.
Parede, caneta, desenho e prazer. O começo está aí, ó
Hoje tem mais e em breve aqui também.
Abraços a todos.
Hoje tem mais e em breve aqui também.
Abraços a todos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
O crítico da crítica – Idas e vindas do amor
O que tem o cara aí do lado com o filme? Você já vai entender.É impossível não comparar Idas e vindas do amor (Valentines Day, 2010) com Simplemente amor (Love Actually, 2003). E nesse momento o primeiro de saída começa perdendo.
Nem mesmo Simplesmente... é original na premissa do número de histórias de amor curtas e entrelaçadas com desfechos variantes. Mas Idas e vindas é bem inferior, não tem a poesia do primeiro, além de ter até momentos e personagens idênticos. Mas eu gostei, não amei, gostei, me diverti e foi isso (o cinema também serve para isso).
Na verdade, estou mais aqui para falar da crítica do que propriamente do filme. Vi um crítico respeitado falando na TV sobre o filme, que era careta porquê um certo romance gay só aparecia no final. E mais, que os americanos eram caretas, por causa disso.
Ué ? Careta? Em um filme sobre o dia dos namorados entre várias histórias de amor das mais diversas há uma gay, isso é ser careta? Os americanos são caretas por causa disso? Talvez seja uma nação hipócrita (generalizando muuuuito), mas careta certamente é que não são.
E o Brasil, é uma nação careta? O que você acha? Samba, carnaval, rebolation, calor, roupa liberada na praia...
Então, eu assisti o filme em um dos milhares de cinemas desse país na cosmopolita cidade de Campinas, estado de São Paulo, Brasil. Não é a mais desvairada das cidades mas também não tem lá uma fama que orgulha os machões de plantão.
Então, eu assisti o filme em um dos milhares de cinemas desse país na cosmopolita cidade de Campinas, estado de São Paulo, Brasil. Não é a mais desvairada das cidades mas também não tem lá uma fama que orgulha os machões de plantão.
Pois é, e foi lá que na cena onde o casal gay se revela ouvi um dos maiores “ohhhhh” de desaprovação, susto e decepção, jamais percebido por mim em uma sessão de cinema (comparável ao beijo do personagem travesti de Rodrigo Santoro em Carandiru).
Pensando dessa forma, posso dizer que se os EUA são caretas e o Brasil é careta. Dois países bastante diferentes, com formação religiosa, histórica, social e econômica, bem distinta e até hemisférios opostos. Quer dizer que não somos tão diferentes dos americanos então? Ou eles é que são iguais a nós?
Essa coisa de dizer o que o outro é ou não, é extremamente complicada, principalmente se não se conhece a si mesmo. Talvez o tal crítico necessite conhecer o próprio país em que vive antes de dizer o que o outro é.
E outra, o que é ser careta? Quem pode dizer isso de alguém? Para não ser careta é necessário que todo filme seja Brokeback Montain? Precisa chocar? Estamos falando de uma comédia romântica...
Ah, mil perdões aos americanos a quem chamei de hipócritas. Afinal amo e odeio a cultura de vocês. Certamente como o senhor crítico do filme.
Detalhe: Você não vai ver metade das cenas do trailer no cinema, já que foram cortadas da edição final Talvez veja algumas nos créditos...
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