Logo após o nascimento, todo bebê deveria ser carimbado em alguma parte visível do corpo “grande potencial para ditadura”.
Esse pensamento me veio à mente durante todo esse processo eleitoral pelo qual estamos passando. E quando digo isso, falo pensando não nos candidatos, mas em mim e você.
Estamos chegando aos últimos dias antes da eleição. Desde que a disputa começou a se acirrar recebo uma chuva de emails, comentários no facebook, twitter vociferando que candidato tal é o cão, que candidato "Y" vai acabar com o Brasil como o conhecemos. Recebo também o inverso, falando que se não votarmos em “K” nossa vida vai virar um inferno, só votando nele estamos no protegendo de um futuro nefasto. Teorias conspiratórias sem o menor sentido e até rótulos do tipo se você votar em “W” você é um irresponsável.
Nos últimos dias, recebi campanhas de “eleitores” para votar nulo, do tipo “quem não está contente com isso vota nulo”. Quem disse? Por quê?
Reitero, quando falo sobre essas coisas estou citando expressões de eleitores e não de qualquer campanha oficial. Ninguém abre o espaço para o debate de suas idéias. Vejo poucas análises de cada candidato. Vejo pouca comparação desprendida de defesas ideológicas pessoais e realmente preocupadas com o que o Brasil, ou melhor, o povo brasileiro precisa. Vejo sim a manifestação de crenças, do indivíduo, do ego, do que a realidade em que a pessoa vive ou do grupo ao qual pertence diz.
Vivemos em estado democrático de direito, e nele todos podem e devem dar opinião. O ditador dentro de mim está calado nesse momento, não está aqui para dizer a todos que fiquem quietos. Assim, aqui estou eu mesmo apenas para dizer que tomem cuidado filtrando o que os próprios Hitlers, Chávez, Stalins, Sadans que todos carregam dentro de si podem dizer para os outros nesse momento tão importante.
Ainda há tempo de pesquisar e analisar em quem votar. Procure, discuta e escolha.
E mais, não me deixe ser um ditador. Discorde (ou concorde) e se expresse nos comentários. Ou não, você é livre...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Quem é o Espírito Santo?
Camila é uma menina de 6 anos, filha do meu amigo Ricardo Bonifácio, sócio da Moai Design. Como toda criança, Camila começou com aquelas questões difíceis de explicar de maneira simples e acabou perguntado ao pai sobre quem era o Espírito Santo. Foi então que o Ricardo se lembrou de mim e disse para a filha que eu ia explicar.
Num dos encontros Moai, sentei com a Camila e com toda a minha didática e dialética, comecei a explicar.
Falei que Deus era na verdade três ao mesmo tempo, como se dividisse em partes. Papai do céu que vivia lá em cima com o filho Jesus, e o Espírito Santo, que era a parte de Deus que ficava com a gente o tempo todo, que falava com quem gostava dele.
Foi aí que a Camila acabou com toda a explicação:
- Não, cada um tem um Espírito!
- Como é? Não entendi - disse surpreso
- Cada um tem um espírito! Ele torce para o Santos, então ele tem o “espírito Santos” eu e meu pai, a gente torce para o São Paulo, então a gente tem o espírito São Paulo! Cada um tem um!
Apesar da sua visão simplista, e de o Espírito Santo ser um só, Camila não está totalmente errada. A relação com Deus deve ser mesmo pessoal e ainda mais apaixonada do que qualquer amor por time de futebol.
Experimente.
Num dos encontros Moai, sentei com a Camila e com toda a minha didática e dialética, comecei a explicar.
Falei que Deus era na verdade três ao mesmo tempo, como se dividisse em partes. Papai do céu que vivia lá em cima com o filho Jesus, e o Espírito Santo, que era a parte de Deus que ficava com a gente o tempo todo, que falava com quem gostava dele.
Foi aí que a Camila acabou com toda a explicação:
- Não, cada um tem um Espírito!
- Como é? Não entendi - disse surpreso
- Cada um tem um espírito! Ele torce para o Santos, então ele tem o “espírito Santos” eu e meu pai, a gente torce para o São Paulo, então a gente tem o espírito São Paulo! Cada um tem um!
Apesar da sua visão simplista, e de o Espírito Santo ser um só, Camila não está totalmente errada. A relação com Deus deve ser mesmo pessoal e ainda mais apaixonada do que qualquer amor por time de futebol.
Experimente.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
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