UM DESENHO POR SEMANA

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Planos falhos de um Natal perfeito


A gente planeja, pensa, discute, escolhe, negocia férias, recessos, tira uns dias, calcula o quanto isso vai gastar de tempo, dinheiro e suor e vê o que vai fazer no final de ano. No meu caso também planejei fazer textos e vídeos pra colocar aqui. Natal, réveillon, confraternizações. Mas as coisas nem sempre saem como nós pensamos.

Foi assim comigo neste ano. E acho que foi assim com José e Maria também.

Depois de tudo milimetricamente planejado, no último domingo uma doença na família apareceu. Nossas vidas viraram uma escala de acompanhamentos visitas médicas e mudança de planos. Não sabíamos se íamos viajar, ter noite de natal, não sabíamos de nada.

Sabíamos, porém, que a imperfeição e vulnerabilidade de nossos planos só nos faziam lembrar de quem realmente tem os planos que não falham.

Foi assim, com a humanidade, foi assim com José e Maria. O casal foi a Belém para o recenseamento imposto pelo Império Romano. Provavelmente José escolheu a montaria, planejou a saída, o trajeto, a quantidade de dias, planejou chegar em algum lugar e confortavelmente acomodar sua esposa grávida.

Mas o plano de José, apesar de bem feito, e correto, não era só o que Deus tinha para eles, havia algo maior. Ainda que José tenha se deparado com um lugar não tão confortável como o planejado, ele sabia quem o dirigia. O Deus que há cerca de 9 meses havia avisado através de um anjo sobre um milagre em sua família.

Algo parecia estar errado, mas José e Maria sabiam que o plano maior estava correto e eles iam ver isso a qualquer momento. Esse Deus planejou, presentes, planejou um mapa “astronômico”, planejou um coro de anjos, planejou as primeiras visitas.

A cena mais bela de todos os tempos se formou. Tudo realizado apesar dos planos falhos de José, apesar da opressão e empáfia do Império Romano, apesar da maldade humana, apesar do lugar que serviu de cenário.    

Meu desejo para esse natal e o ano que chega, é que você faça planos, mas saiba que você eu não temos controle sobre todas as coisas. Pois o controle está sobre os ombros dEle e o seu nome é MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ"        

 

Feliz Natal e um belo ano novo.


Jean Marcel

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Jack, Joe and Nancy fazem a diferença

Quando escutei "Ainda não é o último" o mais recente (já que ainda não é o último) Álbum do Resgate, não amei de imediato. A banda  é uma das minhas preferidas, considero Zé Bruno um dos maiores letristas da música Gospel, cristã, crente, evangélica - ou qualquer outro rótulo que voce queira dar - e por isso, sempre tenho expectativas absurdas quando sai um novo disco.

Sei, no entanto, que quase todo CD deve ser ouvido três ou quatro vezes para você "pegar" a essência da obra do autor. E fui pegando com o tempo.

Depois de tantos anos a banda consegue surpreender, se reinventar. Tocam o bom e velho rock'n roll, com letras sobre aquilo em que acreditam. Dessa forma se diferem do restante. São músicas autorais, de banda, não são em formato de "adoração" como todos fazem hoje (nenhum problema com isso), e não carregam os clichês e modismos que sempre permeiam o mercado (URGH!) da música gospel, crente etc, já sabem.   

Fogem dos temas e lugares comuns "proféticos", "ungidos" e "revelados". Fazem música sobre o que acreditam e da melhor qualidade, diga-se de passagem. Falam do Deus que professam, para crentes e não-crentes, sem serem excludentes, ou se fecharem em sua tribo.

E mais, pemitem-se ser divertidos.
Como em umas das pérolas do álbum, a canção  Jack, Joe and Nancy (The books on the table), onde os caras brincam com um inglês embromation, influências sonoras folk e claras referências aos Beatles (não declaradas).  A forma de cantar tem tudo a ver com a vida do personagem relatado na música.

No clip os caras fizeram os ingleses cantarem em bom embromation.
Curta abaixo.



Se você gosta de boas letras, que realmente soam diferentes, Ainda não é o último é uma ótima pedida.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Oqéisso? Inspiração?

Vendo a nova campanha da Natura de fim de ano "Feliz Brasil", na hora lembrei desse video que rodou a internet do Playing for Change.



O da Natura:



Nao dá para negar que o segundo foi feito a partir do primeiro. Aí me pergunto: inspiração, oportunidade, ou oportunismo? De verdade estou me perguntando. Seria tão ruim usar a ideia, que aliás é muito boa, feita a apartir de um documentário independente? É uma sacada usar outra ideia que não foi pensada para vender algo?

Sem julgamentos, ficam as perguntas.

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