UM DESENHO POR SEMANA

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vai um roteiro aí?

Há muito tempo eu acho que os roteiristas mandam suas obras para vários estúdios, a produção não é aprovada num primeiro momento, mas aí alguém acaba se arrependendo paga pra outro roteirista mudar um pouquinho e manda ver. O que acontece? Dois, às vezes três, filmes iguais no mesmo ano.

Um exemplo disso aconteceu em 1998 com o “Armagedon” e “Impacto profundo”. Em ambos a terra seria destruída por um meteoro. Tudo bem que era uma época em que a destruição do mundo tava na moda, mas pelo menos a ameaça poderia ter sido diferente.

Voltando para o atual, o pessoal do Blind Film Critic captou a mesma ocorrência em dois filmes realizados em 2010 cujos argumentos são idênticos, Amizade Colorida (Friends With Benefits) e Sexo sem compromisso (No Strings Atached) e fizeram um vídeo em forma de trailer muito bem editado. Se eles não avisassem no meio, você acharia que é a história de dois casais no mesmo filme, olhaê:  


Aí você poderá dizer que é o retrato de uma geração, dos nossos tempos etc. Ok, um pouco talvez seja, e a gente até pode falar disso um outro dia.  Não vi nenhum dos dois filmes, mas acho que dava pra fazer sem usar todos os mesmos elementos não é?

Pra falar mais sobre a discussão sobre falta de originalidade versus o bom uso de referências, assista a ainda incompleta, mas já famosa série Everything is a Remix. Sério, é boa demais.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Nokia N8 - Amor de Nova York a Paris, de Paris a Nova York

Em mais uma ação, "bóra mostrar o que o nosso celular pode fazer", a Nokia criou o seu festival de curtas próprio, o  Nokia Shorts Competition 2011. E o ganhador desse ano foi o curta   “Splitscreen – a Love Story” que narra singelamente o encontro de um casal no ponto de vista dos dois ao mesmo tempo.


Para divulgar a capacidade técnica da empresa, o vídeo foi inteiro gravado com o celular Nokia N8.
A direção é de J.W. Griffiths, um roteirista e diretor de comerciais. 



Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

um desenho por semana por um mundo mais bacana XXXIX

Tenho orgulho de dizer que eu o vi jogar. Quantas vezes esperava ansioso pelas "Sextas NBA" na Band para ver shows do inclassificável Michael Jordan, e outros monstros como Larry Bird, Asiah Thomas, Patrick Ewing, Charles Barkley...

Mas era o sr. Air Jordan que  mandava bem até no banco.

"Mr. 23"



Se você não, viu, não se lembra ou simplesmente gosta muito de ver alguém que sabe fazer extraordinariamente alguma coisa, senhoras e senhores, este é Michael Jordan:

                               

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os filhos dos filhos dos anos 80


Para todos os lados que eu olho existem crianças até 1 ano ou mulheres grávidas. E as que não estão grávidas estão planejando ficar. Não, não estou ficando louco. E o fato é facilmente explicável. Eu tenho 33 anos e não tenho filhos.

Ok, não é só isso. Eu participo de uma geração e grupo de pessoas, que é um fenômeno sociológico. De meu círculo de amigos próximos, sem pensar muito, são sete casais que estão na faixa entre 30 e 36 anos que acabaram de ter seu primeiro filho, de engravidar ou estão nos últimos meses da gestação. Dentre estes há também os que estão pensando, pensando muito no assunto.

É aí que reside o fenômeno, o tal do pensar muito na questão. Esta geração nascida entre o meio dos anos 70 e o início dos 80 tem algumas características particulares, dentre elas:
  • o estabelecimento da mulher como co-provedora da casa;
  • a saída tardia dos filhos da casa dos pais;
  • e a busca incessante por formação e especialização acadêmico-profissional.

Isso fez com que uma boa leva de pessoas nessa faixa etária esperasse mais pra casar, para investir na formação. Os que casavam mais cedo esperavam um pouco mais para ter filhos, para conquistar o ideal financeiro ou profissional para depois poder se dedicar em tese, de maneira mais tranqüila aos filhos que a partir dali começassem a nascer.

E é no meio de tudo isso, entre uma exigência e outra, que o casal começa a se acostumar com a vida a dois, com todas as benesses nas mãos, com as viagens para onde e quando desejarem, saídas com os amigos independente da hora. O prazer da tranqüilidade para fazer o que quiser em um momento no qual muitos já são maduros, tanto emocional, acadêmico quanto financeiramente.

Passou a ser difícil largar tudo isso. Diferente da geração anterior que esperava a saída dos filhos de casa para usufruir de tudo o que foi conquistado, essa geração conquista as coisas e vai atrás de aproveitar primeiro e criar os filhos depois.

E é por isso que pra todo lado vejo grávidas e grávidos. É claro que essa amostra, não tem qualquer relevância científica, pois além de pequena é muito particular; são amigos meus e é claro, temos muitas similaridades.

Quatro destes casais terão filhos entre agosto e dezembro, e imagino que outros tantos no ano que vem.

É por isso que estou aqui falando de filhos quando não os tenho. Observando uma geração da qual eu faço parte me enxergando em tudo isso. E me preparando para o que vem a frente, percebendo que no final, por mais que nos achemos diferentes, alguns de nós são sim fruto de uma época, de um contexto, de uma mudança cultural, e finalmente de um grupo de pessoas que fez diferença em nossas vidas.

Ah, sim, eu não falei da minha situação. Por enquanto eu e minha esposa não estamos esperando um filho. Estamos curtindo, investindo, conquistando, sonhando...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Etta James - Sunday Kind of Love

Domingo é dia dos namorados e deixo aqui minha contribuição pra todo mundo entrar no clima. O resto é contigo...  



Quando se fala de Etta James, todo mundo lembra log em At last, mas creio que essa aqui tem mais a ver dessa vez, não é?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A crítica, o artista e o fã - Parte 2 - A moeda de três lados.

Na primeira parte (veja aqui) falei sobre quem executa a crítica e hoje colocarei a lente de aumento nos outros dois lados, o criticado e o seu fã.
Ninguém gosta de ser criticado. Para quem é objeto da crítica essa coisa de que “se for construtiva tudo bem”, é conversa para boi dormir.

A crítica, em princípio, questiona a competência do criticado naquilo que ele se propôs a fazer. Em qualquer atividade somos avaliados por nossa eficiência e capacidade a partir de objetivos e resultados esperados numa determinada função. 


Mas e no caso das artes, como pode ser isso?
É muito pior. Afinal, aqui além dos critérios técnicos há os subjetivos, o que dá pano pra manga. Sabe-se que não se elogia um músico, por exemplo, apenas por sua capacidade técnica. Pode ser por sua inventividade, originalidade, carisma, posição frente às questões da vida. Aí vêm as variáveis: dependendo do estilo em que ele se insere as exigências mudam, aumentam ou diminuem.

Mas o criticado não está pensando em nada disso. Ele geralmente quer apenas fazer sua arte do seu jeito, e nisso ele é soberano, ai de quem interferir. O olhar é sempre torto para quem escreve uma resenha “fria” da sua criação. Não há um pensar sobre a crítica e o que pode ser relevante para as suas obras futuras. Um olhar para o que realmente o crítico quer dizer, com seus anos de vivência naquela determinada arte, que possa ter razão e agregar algo para o artista. Há sim, um olhar blasé, de quem sempre tem razão. Pois ele mesmo no seu fazer já se colocou muita cobrança, já se exigiu demais, já sofreu com  branco, com sua auto-censura, então pra ele vem o sentimento de "que se danem os críticos!"  

O terceiro lado da moeda
Mas há um lado dessa história toda que descabela-se com a crítica: os fãs. E não estou falando de tietes. Cada um de nós, ao ver criticado nosso artista preferido, ou gênero musical, literário, cinematográfico, não reagimos bem.

Ficamos mais indignados quando alguém fala mal de nossa banda preferida do que de nossas posições ideológicas. Falar mal de algo do que gostamos, é como falar mal de nós. É dizer que não sabemos escolher, que não entendemos nada daquilo, que nosso gosto é ruim.

Os gostos dizem quem somos, nossas referências, nossa história, nosso jeito de ver as coisas. Por isso vemos ataques e defesas ferrenhas com relação a artistas da música. Por isso adolescentes são mais exagerados na devoção de seus ídolos, pois estão desesperadamente tentando se formar, saber quem são e acabam se agarrando a uma personalidade ou grupo, amando ou odiando alguma coisa.

Depois de maduros somos menos explícitos, mas igualmente passionais na defesa de nossos gostos. Crescidos, nossas convicções estão bem fundamentadas (pelo menos deveriam) e não somos chegados a que alguém diga que somos ruins, que não sabemos.

Faça uma reflexão: no twitter e no facebook, o tempo todo comunicamos nossos gostos em frases e links de vídeos. Imagine se todo mundo resolvesse falar a verdade sobre o que você ouve. Certamente não haveria mais rede, pois você pode até não acreditar, mas é provável que muitos dos seus contatos detestem as músicas que você escuta.

Assim, citando verso da música do Skank (que você pode gostar ou odiar de coração ou ainda não estar nem aí) na crítica “tudo tem três lados”. O do crítico, o do criticado e do fã dele. O lado de quem dá a pancada, de quem recebe e de quem toma para si as dores da agressão.

Quanto a mim, circulo entre os três. Sofro e usufruo das características de todos os lados desta moeda que está aí girando no ar o tempo todo e quase sempre deixa alguém insatisfeito. Afinal, o que é de gosto regala a vida. Só de quem gosta, por que quem não gosta, critica.

terça-feira, 7 de junho de 2011

um desenho por semana por um mundo mais bacana XXXVII









































O desenho dessa semana vem mais uma vez em forma de boneca.
A garota rasta com os belos dreads aí em cima é a Sista, a 2ª criada pela minha amiga artesã Gisele Moura e tatuada por mim (a primeira foi a Madu veja aqui). E já há a previsão de novos estilos e culturas para as próximas (e próximos, talvez!) e até algumas personalizadas. Muito bom de fazer!


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Animação em homenagem a Jackson Pollock



Crime, arte, fome e uma homenagem. Bárbaro esse curta de animação realizado pelo estúdio francês de animação 3D ChezEddy. Belo roteiro, animação e trilha sonora. Pra quem é fã de Jackson Pollock então, nem se fala, a analogia é pra lá de perfeita.

Valem todos os 8 minutos. Veja e me fale:



Dripped from ChezEddy on Vimeo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A crítica, o artista e o fã - Parte 1

A crítica raramente é isenta, ou técnica. Quase ninguém faz crítica unicamente a partir de critérios lógicos e objetivos, porém usa a objetividade e lógica como desculpa para justificar suas considerações.
É assim também com quem recebe a crítica, e principalmente com quem gosta de quem recebe a crítica. A análise também não é isenta, se é que tem análise.

E isso acontece bastante com as artes, principalmente as mais populares, cinema e música.
Assim, nesse e no próximo post iremos fazer um guia básico para críticos, criticados e fãs serem, como posso dizer dizer, do jeito que são.

Comecemos com os críticos. Se você quer ser um crítico pelo menos mediano, preste atenção às cinco regras de ouro da crítica de música e cinema.



1. Retroceder nunca, render-se jamais
Preste atenção quando ler uma crítica: um crítico dificilmente elogia um artista já resenhado negativamente por ele. Não importa se o artista em questão, mude, estude, melhore. Já era.








2. Militância - confunda seu gosto com o objeto de sua crítica
Esse é um quesito muito importante. Se você gosta de preto, odeie branco, não importa se ele às vezes até te atrai um pouquinho. Fazendo uma analogia com a política, seria como se você fosse petista e tivesse que falar do PSDB ou vice e versa.  





3. Escolha elogiar sempre o lado negro da força
Quem é o personagem iconoclástico, Luke ou o pai dele? Os críticos geralmente idolatram todo mundo que corta os pulsos, morre de overdose, de acidente de carro por causa de excessos ou faz os outros quererem se matar com as tristezas e mazelas do amor e do mundo. Para estes, a alegria, se for muito necessária mesmo, tem que ser melancólica, assim meio em tom de sépia.

Assim, se houver uma felicidade ensolarada demais, é lixo, não tem conteúdo, avacalhe com a obra. Afinal, como a alegria pode inspirar alguém a fazer alguma coisa? Alegria só atrapalha...

Filme de comédia? Tem que ter muita ironia, frases difíceis, roteiro intricado. Ou seja, nunca, nunca elogie um filme de Adam Sandler.


4. Gente que faz sucesso meteórico.
Gente que faz muito sucesso, certamente é um produto maquiado pela mídia, pelas gravadoras, Hollywood, CIA, os Illuminati, ou coisa que o valha. Se você quer ser crítico nunca, eu disse nunca, fale bem de alguém que fez sucesso muito rápido. Se for meteórica só pode ser carreira tipo Luan Santana. Esse quesito serve para anular o anterior. Se alguém é meio depressivo mas faz sucesso muito rápido, provavelmente não presta também.




5. As citações mais originais do mundo.
Para referendar suas afirmações, de vez enquando cite bandas, filmes, trechos, frases tão, mas tão desconhecidas, que façam com que o seu leitor ache que só ele não conhece e passe a se sentir a pessoa mais inculta e desconectada do mundo. Essa ação te leva a um segundo passo, a tentativa de ser um crítico reconhecido.


Enfim amigos, espero ter ajudado àqueles que querem seguir uma carreira de crítico amador ou profissional. Coragem, que se dane a isenção, o seu gosto é o que vale!

Semana que vem tem a parte 2 para os criticados. (clique aqui

quarta-feira, 1 de junho de 2011

No tankers - Campanha contra o derramamento de óleo no mar


Já se tornaram comuns os frequentes derramamentos de óleo no mar por parte de petroleiros em todo o mundo. Para protestar contra essa sujeira, a agência canadense Rethink Communication criou um poster para a campanha No tankers da instituição Dogwood Initiative que visa tornar a província canadense Colúmbia Britânica em um lugar exemplo de sustentabilidade.

Veja aí.

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