UM DESENHO POR SEMANA

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Unicórnio de Porcelana

Um curta de apenas 3 minutos com enredo e personagens todos baseados em um diálogo de apenas 6 frases.
este foi o desafio do concurso  Philips Parallel Lines "Tell It Your Way 2010" , no qual os competidores tinham que se virar pra criar todo o enredo baseando-se em um diálogo com as frases abaixo:

"O que é isso?"
"É um unicórnio"
"Nunca vi um tão de perto antes" 
"Lindo"
"Foge, foge"
"Eu sinto muito"

O video vencedor, escolhido por ninguém menos do que Ridley Scott, co-produtor da competição,  foi esse aqui:




O final até é previsível, mas pensar nessa ideia toda a partir de 6 frases que falam de um unicórnio não é pra qualquer um, né?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amy Winehouse, Kurt Cobain e o Datena.


Há mais ou menos um mês vi em um documentário sobre Rock na TV Cultura. No episódio que falava da trajetória do Nirvana até o fim trágico com o suicídio de Kurt Cobain, algo me chamou a atenção: Michael Stipes, vocalista do R.E.M, dava um depoimento falando sobre que aquilo era uma tragédia anunciada. Dizia que por acreditarem nas mesmas coisas, por se posicionarem contra o exagero das luzes dos holofotes, exposição na mídia e exploração das grandes gravadoras, criaram uma amizade que permitiu a Stipes se aproximar de Cobain e tentar ajudá-lo em suas crises, dores e desilusões com relação ao próprio fazer artístico.

Ele dizia que havia tentado fazer o vocalista do Nirvana mudar de ares, sair do ambiente em que vivia, compor, pois via que ele estava tomando um rumo que em breve não teria mais volta. E todos sabem o que aconteceu.

Nas conversas do domingo, nos noticiários de hoje e na chegada do trabalho, “tragédia anunciada” como no caso de Cobain, era a expressão mais repetida. Mas se no caso de Kurt Cobain as pessoas próximas é que sabiam, no caso de Amy Winehouse, o mundo todo esperava. E esperava com faca e garfo nas mãos para devorar os últimos nacos da artista que nos últimos meses não passava de uma cantora zumbi.

Amy (como agora depois da morte todo mundo chama como se fosse a mais íntima das amigas) nos últimos meses foi empurrada bêbada para os seus shows, assim como um outro ícone Elvis Presley que ia à base de estimulantes para as derradeiras apresentações.  O show passou a ser a visualização de vexames. Aquilo passou a ser Amy Winehouse. E se é isso que temos para vender, o que fazemos? Vendemos!

Nos portais e comentários muito se falou dos jovens artistas que morreram com a mesma idade da senhorita Winehouse, mas foi Cobain que me lembrou ela. No caso de ambos as luzes, a exposição e a necessidade de responder a uma requisição de público, mídia e contratos os empurrou para a morte.  Sim, é claro que cada um faz as suas escolhas e eles escolheram errado, mas é fácil falar aqui da minha ou da sua poltrona, no conforto de ninguém conhecer o seu rosto e a exigência ser apenas a do seu chefe. É mais fácil quando sua vida é separada do seu trabalho. Quando sua imagem apenas tem que ser bonita das 08 às 18.

Nessa loucura toda, há ainda adoração por aqueles que morrem cedo, que passa por uma idealização a partir da obra que fizeram. Esquece-se no entanto, que houve ali muito sofrimento, e que ninguém pode garantir que se cada artista pudesse trocar qualquer dos versos e notas pelo alívio imediato da dor, o fariam sem pestanejar, mesmo que tivessem que abdicar da fama ou do reconhecimento.  Por isso faziam o que faziam.

Para mim os últimos meses da cantora de soul, foram como um programa do Datena: exposição gratuita da miséria humana, com um disfarce de preocupação com o que acontece embutida.

Por isso tudo, não olho Kurt e Amy como dois grandes nomes da música ou da cultura pop (Cobain deve ter se revirado no túmulo). Eu sempre penso neles como pessoas que sofreram muito, tiveram uma existência demasiadamente difícil e que colocaram toda a sua esperança em seu fazer artístico.

E quando por algum motivo as músicas são reproduzidas perto de mim, sinto-me um canibal alimentado-me da dor deles. Por isso não os escuto, e acho que os homenageio como seres humanos dessa forma, não dando maior importância à obra do que ao autor, prestigiando a pessoa e não a persona.

Radical? Talvez, mas é como me sinto. Sempre me doeu ver Amy, desde o dia em que ela disse “No, no, no,” para o seu pai.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um Dodge Charger 1971 e um professor aposentado.

Sr. Boyd é um professor aposentado, artista e colecionador de relógios que tem como grande diferencial de vida ser dono de um Dodge Charger 1971 (e vice e versa). No Filme abaixo ele fala sobre suas experiências com o carro, que quando você ver não vai acreditar que tenha 40 anos de idade.

Um belo exemplo sobre a relação entre pessoas comuns e as grandes marcas e produtos que são ícones. Fora que são belas imagens.
Curte aí.



Marlowe from ALCHEMYcreative on Vimeo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A hora em que Fred foi pra bola. O Delírio de um torcedor da seleção brasileira.

Se ele errasse o Brasil estaria fora da Copa América 2011. Elano havia isolado no primeiro pênalti batido. O “monstro” Thiago Silva, em um ato de horror bateu mal e entregou a bola para o goleiro paraguaio. Em seguida, André Santos afundou o pé direito na hora de chutar e como Elano, mandou a bola lá na Ucrânia. O Paraguaio converteu e foi aí que o centroavante brasileiro percebeu a situação.

O Brasil estava praticamente desclassificado. Se ele fizesse o gol, a situação não se resolveria, mas ele daria um fôlego para a seleção, apesar de ter que contar com um erro paraguaio ou com a destreza do goleiro Júlio César na próxima cobrança Guarany.

Naquele momento não havia som de torcida em seus ouvidos, o lugar para ele estava mudo. Ele enxergava o goleiro, a bola, os buracos na marca da cal, e imaginava as manchetes dos portais da web que seriam estampados alguns minutos após o toque de sua chuteira na redonda. “Fred, Robinho e Júlio César salvam o Brasil.”

Se imaginou animando os colegas cabisbaixos por terem desperdiçado suas cobranças. Se viu com as mãos no rosto do experiente Júlio César dizendo “você vai pegar, cara, você vai pegar!”.

Foi então que chegou perto da bola. Colocou-a na posição, tomou uma grande distância e pensou que tudo aquilo que ele havia imaginado parecia não fazer muito sentido. Lembrou do grupo, do vestiário, dos xingamentos de “mercenário”, das críticas da imprensa para o grupo, para si. Olhou para o canto em que ia bater. Partiu em direção à bola e no meio do caminho diminuiu o ritmo e disse para si mesmo “vamos morrer todos juntos e ressuscitar em 2014”.   

Fred saiu em silêncio, não falou com a imprensa ou com os jogadores. Mas seus companheiros perceberam tudo dias depois.

Um ex-jogador, agora um respeitável senhor de 52 anos, em uma entrevista disse que se não fosse Fred - que nem foi para a copa dois anos depois - ter errado aquele pênalti de propósito, aquele grupo não teria se unido e vencido a copa de 2014 e ele, Neymar Júnior não teria chegado a ser o melhor jogador do mundo três vezes consecutivas.

Bem, pelo menos foi isso o que ele disse hoje, 18 de julho de 2044.       



sexta-feira, 15 de julho de 2011

As oscilações das cordas do violão e o iPhone.

Esse é um post da série: “como eu não pensei nisso antes” ou para alguns "pensei mas não fiz e agora falo que eu já tinha tido a ideia".

Para gravar as oscilações das cordas, o rapaz aí do video colocou um iPhone dentro do violão.  E não dava pra ver as oscilações do outro jeito? A olho nu creio que não, já que o fundo do corpo do violão é escuro e não daria contraste com as cordas.
Repare que ele inclusive volta a boca do violão para a janela, na direção da claridade.
 



Tá mas e aí, o que é que deu? 105.000 visualizações em 4 dias...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Skate + spray + bowl. E não é bem o que você está pensando

"Que melhor maneira de pintar a piscina, deixando todos participarem?"
Com essa frase os autores explicam a ação no youtube.
Piscina é um lugar coletivo, onde acontece lazer, festa, reúne as pessoas, certo? E Skate também, afinal os bowls estão aí desde a década de 70 fazendo a alegria da molecada (e hoje da veiarada também).

Foi então que os caras do vídeo abaixo tiveram a ideia de pintar a piscina coletivamente e juntar essa a curtição, arte de uma maneira diferente usando os mesmos elementos de sempre, como  Skate + grafitte (spray) com o acréscimo da tecnologia resultando em um visual bem bacana e, é claro, um vídeo legal pro youtube.

O diferencial está em um sistema de acionamento remoto, com o qual os doidos ativam o spray que está de baixo do skate. 
Dá uma olhada:


Mais fotos da ação toda aqui D*Face's ridiculous redux 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

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