UM DESENHO POR SEMANA

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A chuva, a sobra, a falta e a vida.


Água, chuva, terra, lama, rio, montanha, encosta, responsabilidade, irresponsabilidade, falta de vontade política, falta de vergonha, falta de prevenção, falta de preservação, falta de noção, falta de água potável, falta de comida, falta de segurança, falta de casa, falta de carro, falta de rua, falta de tudo, sobra de mortos, sobram feridos, sobra tragédia, desespero, desolação, dor, castiga a família, o filho, o cachorro, o pobre, o pobre, o pobre, o rico, o belo, o belo, ó belo! onde está o belo, a esperança, o riso, o sono, o trabalho, a escola e o hospital? talvez perto da união, longe do discurso, próximo à vontade humana, à soliedariedade, ao cobertor, ao remédio, ao heroísmo, à simplicidade, à imagem, à força física, ao socorro, à profissão, à lágrima, compaixão, coração, ação, ação, ação, respira, ação, oração, chora, ação, ação, recomeço, ação, ação, o seco, o tempo, o dia, a semana, o mês, o ano, o trabalho, a ajuda, o abraço, a persistência, obstinação, seriedade,  o sol, o sol, o sol, o sorriso, o suspiro, ah, a vida!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que é, o que é?


O país que foi um dos primeiros a abolir a escravidão, mas que permite a existência de grupos que professam claramente seu ódio por outras etnias, tudo em nome da liberdade.

Lá, o porte de armas é culturalmente aceitável, a final se você é livre, pode escolher ter uma arma, não importa o calibre.

Nesse país não há 318 partidos, se dividem em 2 basicamente. Certas vezes os ânimos se acirram, alguns se inflamam e as polaridades podem resultar em curto-circuito.   

Lá há grande frequência de casos de franco-atiradores tirando a vida de civis pelas ruas.

Nesse país é comum (bem mais do que em outras nações do mesmo hemisfério) adolescentes, oprimidos e depressivos se voltarem contra sociedade e manifestarem seu descompasso através de tiros.

Uma nação que prolifera e vende sua cultura pelo mundo, e este os admira e consome seus produtos culturais com uma voracidade única.

Um país capitalista, localizado no ocidente, orgulhoso de sua democracia e da garantia de direitos civis a todos os cidadãos.

Um país que gasta a maior parte do seu orçamento com a indústria bélica.

Um país que bate no peito ao falar de liberdade e que aponta o dedo (e as armas) para toda a nação que a limita em seus respectivos territórios.

A “Terra dos livres, e lar dos bravos”. A terra de Jared Loughner, de 22 anos, acusado de atirar em uma deputada de seu país.

Ok, parece uma visão maniqueísta do país, e é. Só para colocar uma lente de aumento na nação que tem o poder de liderar o planeta em um rumo melhor (aliás o mundo todo colocou essa esperança em Obama, lembram-se das eleições norte-americanas?)

Todos nós amamos a cultura deles. Música, cinema, arte, literatura, religião, até esporte. Marketing, o jeito de vender as coisas, de promover e de ver a si mesmo, de orgulhar-se de que é. Amamos. Consumimos o seu luxo e o seu lixo. Até quem os odeia, mostra essa admiração - às vezes de uma forma doentia - enrustida.

Toda essa admiração esconde um país com muito ódio, com muita opressão sobre seus cidadãos, com muito preconceito sobre si mesmo e com um olhar arrogante sobre outras nações.

Vi em um filme de comédia deles a frase: “Ah esses, americanos! Tanta força e tão pouco discernimento do que fazer com ela” . Eu diria pouquíssimo. Dentro deles reside a eterna briga entre liberdade e auto-controle. Direitos civis versos respeito a todos. Patriotismo versus arrogância.

E no meio dessa esquizofrenia deles cito o louco do ditador Hugo Chávez que diz “Yankees, GO home!” . O cito para fazer diferente. Eu digo: “norte-americanos, We Love you. Please, take good care of your home”

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A arte milenar do Bets e a Geração Y

Aproveitando as férias não aguentei. A coisa aconteceu na minha frente, tive que guardar para postar aqui.

Adolescentes de uns 12 a 15 anos foram apresentados por recreadores na praia ao BETS! Sim ao bets (ou “Taco” para alguns).


Não sei bem se eles eram hóspedes de algum hotel, ou pertenciam a algum projeto ecológico (pelos desenhos da camisa da recreadora) mas todos estavam aprendendo os princípios básicos da arte Milenar do Bets.

Eles não sabiam nada, não tinham a menor noção. Aí deu aquela indignação própria de minha geração e eu soltei “Meu Deus, aquele moleque deve ter uns 15 anos e nunca jogou bets!” Faltou pouco pra soltar “ Essa Geração Y não tem jeito mesmo”


Quando eu era criança, os mais velhos ficavam bravos por nossa geração não brincar de peão e deixar de lado muitas vezes as brincadeiras de rua pra jogar videogame (e diga-se de passagem a maior parte da evolução deles (Ataris, Odisseys, Máster Systens, turbogames, Megadrives, Dynavisions, nintendinhos, Super Nes etc)

Não importava na casa de quem estivesse jogando, você ouvia“ Ei, você não vai pra rua, não?”

Íamos, menos que nossos irmãos mais velhos e pais, mas sim, íamos. Jogávamos bola na rua, andávamos de bicicleta, brincávamos de polícia e ladrão e é claro, jogávamos Bets!

Antes de falar mal da geração Y ou da Geração Z, lembrei que a minha geração já caminhava para isso. Na verdade nós é quem corremos para esta situação. Se hoje eles pouco saem de casa e conversam mais via redes sociais do que ao vivo, fomos nós quem os conduzimos a isso.

Quando alguém fala “no meu tempo é que era bom” se esquece que foi o pessoal do “seu” tempo quem criou o mundo em que o pessoal de hoje vive. Os de agora só vivem, vão na onda, reagem ao ambiente que lhes foi proposto por pais, educadores, artistas, pertencentes a aquele tempo e construtores do mundo de agora.

Daqui há 20 anos talvez a “Generation Z” diga o mesmo da “Geração Alfa” ou sei lá que nome vão dar. 

Ou talvez, quem sabe, alguém um dia aprenda que a gente cresce num mundo, faz escolhas e deixa outro de herança pros outros, que crescem neste, criam outro e deixam de herança para outros...
  

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Eu e a Dilma...e a posse


Aêê! Feliz ano Novo, adeus ano velho etc e reticências. Pra começar o aprazível e alviçareiro ano de 2011 falemos sobre a posse a partir de vários ângulos, planos, cores e matizes. Vamos lá.

“Lula é o cara” 
Pára tucanada, Obama estava certo, “Lula é o cara”. Seguindo o seu próprio protocolo, o de não seguir nenhum, o ex-presidente furou o cerimonial e foi pra galera literalmente. E lá, se viu o que o presidente norte-americano falou. Emoção genuína de Lula ao abraçar o povo e a resposta do mesmo. Não adianta torcer o nariz, escândalos e ideologias à parte,  Luís Inácio foi um chefe de estado e governo com um carisma e popularidade que nenhum outro teria hoje. Quanto a se o governo foi bom ou não, isso é outra conversa.

As tristes cores do Brasil
Fiquei triste em ver na posse da atual presidente, que a cor predominante nas bandeiras do povo era o vermelho. Parecia uma vitória não da democracia, mas sim do PT. Lamentável. É por essas e outras, que me enche a paciência a briguinha dos “torcedores” dos dois “times”. Se você critica alguém do PSDB você é petista, se o faz a alguém do PT, é um elitista tucano. Pro Brasil e o povo ninguém está nem aí. 

A cobertura da posse
Como o olhar das pessoas para uma mesma coisa pode ser diferente. Fiquei surpreso como isso pode acontecer até a cobertura da posse. Enquanto na Globo Alexandre Garcia se emocionava com a posse de Dilma, e cada parte da cerimônia, na Band, Boechat parecia estar no momento “Buemba, buemba” que faz com o José Simão na rádio Band News. Ria de tudo. Fazia piada com Lula, com os ministros, com os representantes dos países, se divertiu a valer!

Só para mulheres
E na Record tiveram a ideia de colocar só mulheres para comentar a cerimônia. Entendeu a sacada? A mesma das batedoras que fizeram a escolta da Dilma. Aliás, por um bom tempo as matérias da imprensa darão conta disso. Mulheres fazendo “trabalho de homem”, que as mulheres ainda ganham menos que os homens, a força da mulher etc. Sim as mulheres merecem, mas que até elas vão perder a paciência de só ouvir isso, elas vão.

Comece bem Dilma!
E para terminar fica a expectativa: passou natal, passou o réveillon, passou a posse da Dilma. Quando é que a Globo vai começar a atazanar a nossa vida com aquelas vinhetas mala-sem-alça de carnaval? Porquê as do BBB já começaram...Diiiilmmaaaa, comece bem o seu governo, faça alguma coisa!   

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...