Em tempos internéticos, 2.0, qualquer coisa pode virar um memezinho ou um viralzinho que dura estourando 1 mês. Mas o que é realmente icônico e digno multiplicar a exaustão dura anos. Isso acontece com quem produz conteúdo de verdade.
A sequência abaixo mostra exatamente isso. Aconteceu comigo outro dia.
Ouvindo uma rádio on line no canal “soul”, de repente fui desafiado pela minha memória: “de que filme é essa música?” Mais alguns segundos e as coisas ficaram mais claras: “De que filme do Tarantino é essa música?”
Estava claro que era de um filme dele. Aí eu lembrei e lógico fui até o youtube:
Li uma vez - e me perdoe esquecer quem foi que disse - que a sequência inicial de Jack Brown era uma verdadeira homenagem a Pam Grier. E isso é mais que claro - e agora sou eu falando - no caráter meio que sobrenatural da entrada dela com um simples artifício totalmente querente com a personagem: o deslocamento na esteira rolante do aeroporto, que junto com a música Across 110th Street na voz de Bobby Womack, com o baixo que conduz e a orquestração que se segue, dão o clima e situam de cara a personagem principal do filme.
É aquilo que quase todo mundo sabe, o senhor Tarantino é uma fábrica de criar e reaproveitar ícones. A música agora era de um filme dele e não o contrário.
Para mim uma das melhores sequências de abertura da história do cinema.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Stevie Jobs e os esquimós
Em tribos esquimós, quando um membro da comunidade se tornava idoso era considerado incapaz e improdutivo. Na cultura deles os incapazes eram excluídos, eliminados do grupo. Resumindo, eram deixados em algum lugar para morrer. Hoje percebi que a nossa sociedade 2.0 não é assim tão diferente dos esquimós. pelo menos foi o que disse minha timeline.
O anúncio do afastamento de Stevie Jobs causou um sentimento tão de parada, de perda nas pessoas, que parecia que ele havia sido encontrado morto em um quarto e não apenas comunicado seu afastamento por causa de seu estado de saúde.
Sucederam-se um sem número de homenagens, de retrospectivas, capas de revistas, resenhas da vida de Jobs, como se ele houvesse acabado de falecer. Citações, exaltação de sua importância, como se tudo fosse póstumo.
Foi então que twittei "Stevie Jobs não morreu, mas para mim, os tweets que sobem, parecem me dizer que sim. #stevejobs"
E não foi só minha impressão. Outros tinham certeza que ele havia morrido. O site bluebusbr resolveu até avisar que ele não havia falecido.
As coisas são assim, no dia em que você não entrega mais o que sempre deu às pessoas é como você estivesse morto. Você não produz mais, não contribui com a sociedade, com a comunidade com a máquina. Qual éo valor de Jobs se ele não apresentar o iPad 3 ou um sistema operacional inovador, ou um tro tipo de navegação, ou um novo gadget...pra que serve o Stevie Jobs com câncer? Jobs morreu! Que descanse em paz esse grande realizador, precursor, gênio da informática e dos negócios. Preferimos ficar com sua imagem vitoriosa pois sua carcaça magra da quimioterapia de nada nos serve.
Afinal ele é parte de uma geração de empreendedores que nos deu um novo modo de viver a partir de tudo que sua empresa realizou e em troca lhe demos dinheiro e alguns até deram devoção. Agora acabou. Eras apenas nosso gadget mor, senhor Jobs. Troca feita, ficamos assim, que algum urso polar o engula, e vamos ver o que o seu CEO pode fazer por nós.
E assim twita a humanidade.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A minha melhor roupa
Existe um episódio de “My Wife and Kids” ou Eu a patroa e as crianças, no SBT, que me fez pensar. A família está se preparando para ir a um casamento e o pai, Michael Kyle (Damon Wyans), obcecado por chegar no horário, pressiona a todos para que estejam prontos o mais rápido possível. É claro que nada dá certo, e cada membro da família atrasa por um motivo diferente. Mas foi no caso da menorzinha, a Kady que veio a iluminação.
Depois de sujar o vestido com pudim e perder o sapato no banheiro, Kady precisa trocar de roupa para ir ao casamento. Michael tenta escolher uma roupa para a filha, mas ela não gosta de nenhuma.
Preocupado com o atraso do resto da família o Sr. Kyle toma a decisão “Veste o que você quiser” e “calce os seus sapatos favoritos e vamos embora por que eu to ficando louco”.
Resultado: a filha caçula surge com uma fantasia de fada, com direito a varinha de condão, e botas de cowboy (!).
Kady fez o que todos temos vontade de fazer, ter a permissão de vestir o que quiser, o que achava mais bonito, o que para ela era a sua melhor roupa.
Opa, mas nós maiores de idade não temos essa permissão? Não, alguns de nós, não. Nós respeitamos convenções sociais e assim não somos totalmente livres para escolher. Exagerando? Talvez.
Sou cristão e em grande parte das igrejas protestantes, até pouco tempo, aos domingos todos usavam o que chamávamos brincando de “roupa de ver Deus”. Sim, terno e gravata, ou pelo menos um traje “social”, a roupa que você que não é “crente”jamais usaria em um fim de semana. A não ser que você fosse a um CASAMENTO!
O argumento para tal prática era o de usar sua melhor roupa para algo que é importante, algo solene como um encontro com alguém que você respeita e ama (de novo, como um CASAMENTO?)
Eis aí a melhor roupa novamente. Desde que me conheço por gente entendo essa melhor roupa exatamente como a Kady: a que eu mais gosto, a roupa que se tivesse que usar para o resto da vida, eu escolheria aquela. Aquela que se todas tivessem o mesmo preço e a mesma marca, seria a que eu escolheria. Essa é a melhor roupa. Essa seria a que eu oferecia para quem eu mais amo, mais respeito, esse seria o meu melhor.
Mas é claro que as coisas são assim. Se você me convidar para ir ao seu casamento tradicional vestirei o meu terno mais bonito, embora para mim ele não seja nem de longe a minha melhor roupa. No meu próprio casamento eu fiz isso. Se eu for a uma audiência em um tribunal, provavelmente, mais uma vez, eu não use a minha melhor roupa. Usarei o uniforme padrão.
Qual é o problema disso? Nenhum, apenas que por mais que o mundo diga, aquilo não será o meu melhor, não serão minhas mais belas palavras, meus melhores valores, meu mais raro talento, minhas maiores conquistas. Serão apenas os modelos com os quais estão acostumados.
Aí, em uma ou outra cerimônia, dia de trabalho, ou o que quer que seja, por causa de um atraso, um rompante da sábia lógica insana das crianças, ou de um deslize da ordem vigente eu e você conseguimos vestir nossas “botas de cowboy e asas de fada”. E é nesses dias que a gente sempre se diverte.
Ah, só para constar, eu nunca fui muito adepto da "roupa de ver Deus". E hoje quando vou a uma igreja, visto a melhor roupa. Até porque, Ele está comigo sempre e o dia a dia já é meu momento solene.
Ah, só para constar, eu nunca fui muito adepto da "roupa de ver Deus". E hoje quando vou a uma igreja, visto a melhor roupa. Até porque, Ele está comigo sempre e o dia a dia já é meu momento solene.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Portal 2 - o game ou o filme?
Portal 2 é um dos games mais falados do ano. O Diretor DanTrachtenberg criou um curta-metragem e possivelmente um trailer para um filme "Portal". Eu nem sou tão ligado em games (me desculpa mundo!), mas com uma divulgação dessas, dá uma vontadezinha, hein?
(veja em tela cheia)
Sufoco, rapaz!
(veja em tela cheia)
Sufoco, rapaz!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A ZARA, os bolivianos e quem mais quiser explorar.
Apesar disso nunca ter acontecido antes, já estava na hora. As reflexões tuíticas do senhor Ricardo Boni sobre o caso Zara – fomentado por matéria do programa “A liga” da Band – me fizeram abrir um espaço para posts de outros autores que não eu.
As perguntas feitas pelo designer e um dos sócios da Moai Design fazem jus ao título escrito aí na testeira do blog, “Perguntar e responder para si mesmo.”
Sendo assim, vamos lá.
Sete questões sobre os Bolivianos e a Zara
Por Ricardo Boni
A seguir algumas questões sobre o caso “bolivianos e Zara” para você REALMENTE pensar sobre.
01) Vocês acham que não tem brasileiros em situação semelhante no Japão? No Canadá?
02) Vocês acham que a sua TV 50" foi feita por chineses que comem Qualy no café da manhã e trabalham cantando?
03) Foi a Zara quem contratou os bolivianos diretamente? A Zara terceirizou para alguém que quarterizou, foi isso?
04) As empresas tem sua parcela de culpa, mas para enfrentar chineses no ramo têxtil custo baixo de produção é crucial.
05) Ninguém irá propor um blaster-tuitaço para o "companheiro" Evo Morales oferecer trabalho além das plantações de coca?
06) Questão muito mais complexa do que parece ser: globalização, migração, economia, competitividade etc.
07) A Zara é anunciante da Band? A C&A é anunciante da Band? A Nike, a Adidas, a LG, a Samsung? Por que só a Zara?
Para esclarecer: não é uma defesa à Zara, mas sim ao pensamento crítico acima de tudo.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
The Fall - uma vida em 50 segundos.
E você, o que você está fazendo da sua vida?
In The Fall from Steve Cutts on Vimeo.
Curto, bem humorado, e o lance da tela de cinema, sensacional, né?
In The Fall from Steve Cutts on Vimeo.
Curto, bem humorado, e o lance da tela de cinema, sensacional, né?
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Londres sem parar para respirar
Sem pieguismo ou oportunismo, ou qualquer outro ismo, os incidentes na Inglaterra, que começaram como protestos, mexeram bastante comigo. Apesar de chegarmos ao quinto dia de saques, atos de vandalismo e confrontos, estou com o mesmo sentimento de quando vi as imagens pela primeira vez.
Escrevo esse texto ainda assustado, meio que formando uma opinião, lendo, vendo e refletindo sobre diversas teorias das mais direitistas até as mais ingênuas e infantis e tentando equilibrar isso tudo na minha mente.
Obviamente não tenho compromisso jornalístico, tudo o que vejo a respeito está nos canais disponíveis a qualquer pessoa que me lê neste momento. Assim, hoje escrevo sem fechar um pensamento, como se colocasse minhas impressões em uma conversa mesmo e sei que raramente faço isso aqui no oqéisso.
Dentre os muitos vídeos que vi sobre os distúrbios na Inglaterra vi dois hoje que me chamaram a atenção e me fizeram escrever a toque de caixa, sem fechar o assunto.
Em um deles, um vídeocast da Folha, uma das jornalistas fala sobre não poder condenar as atitudes dos manifestantes e dá entender que protestar com saques e depredações foi uma “estratégia errada” de pessoas que foram violentadas por um modelo de vida comunicado, mas impossível de conquistar já que há desemprego e um histórico de desamparo do governo britânico às famílias então desestruturadas. (veja a baixo)
É bem claro que o correspondente que está em Londres parece ser mais comedido e cauteloso para determinar as razões de tudo o que está acontecendo (talvez até por sua maturidade). Não afirma um motivo, fala apenas das possibilidades.
Em contrapartida, outro vídeo feito in loco, no calor do acontecido em um dos bairros de onde provavelmente vêm os manifestantes, mostra a indignação da moradora do local, com os saques e roubos. Veja:
A disparidade dos dois vídeos me fez refletir. Fica clara a diferença de opinião de quem está no meio do furacão e de quem está vendo de fora mas está próximo e a de quem ainda que estude o caso, está longe, distante do fato. Por essa diferença de visões muita coisa ainda será dita e discutida.
Apesar de existirem grandes diferenças sociais, contextuais, econômicas e até mesmo étnicas, tudo isso me lembra muito nossa desigualdade brasileira, a discussão sobre como tratar os meninos que assaltam nos grandes centros muitas vezes como único objetivo de alcançar um sucesso que está mais perto deles do que o que eles assistem na TV. O revanchismo dos que tem pouco, ou nada contra ‘playboys’ e seus carros, smartphones e vida perfeita aos olhos deles.
Porém vejo também que há a generalização, o esquecimento de que existem pessoas que sofrem igualmente, mas não negociam a moral mais simples e básica de lutar pelo que se quer com armas pacificas como se submeter e trabalhar para os mesmos ‘playboys’, desafogando suas dores e cansaços na crença e devoção a Deus, na arte, ou no simples e longínquo objetivo de proporcionar algo melhor para os filhos no futuro.
E em meio a tudo isso, como disse o correspondente Vaguinaldo Marinheiro, sempre há os oportunistas, sejam eles jovens que aproveitam para ganhar algo em cima mesmo, roubando, fazendo saques e se auto-afirmando, sejam os sociólogos ou jornalistas que criam teses unicamente para aparecer (alguns também na onda da auto-afirmação), ou ainda blogueiros em busca de audiência, travestidos de ombudsman do mundo.
A única coisa que posso afirmar é que cabe a mim e a você observar, pensar e olhar todos os lados e tentar não ser enganado pela opinião dos que muito dizem ou ainda pela própria certeza baseada na situação cômoda do nosso status social e nível intelectual, seja ele qual for.
Afinal, o mundo é bem maior do que aquele que a gente vê ou experimenta em nosso dia a dia e ainda imensamente maior do que julgamos conhecer com nossa limitada e eternamente provinciana mente humana.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O exército americano está Rolling in the deep
Sim, é isso mesmo. Em meio a crise nos Estados Unidos da America norte-americana é o exército quem está está indo até o fundo da coisa. Nesse caso da melhor forma. Pegaram o hit da Adele e até que não fizeram feio nessa versão acústica?
Como eles disseram "Apenas uma pausa para desfrutar alguns talentos subaproveitados" da corporação.
Como eles disseram "Apenas uma pausa para desfrutar alguns talentos subaproveitados" da corporação.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
D A Bm G - 40 anos de música pop resumidos em 4 acordes.
U2, Lady Gaga, Green Day, A-ha, Offspring, The Calling, Black Eyed Peas, Men at Work, Bon Jovi, Red Hot Chili Papers, Beyoncé, e até os Beatles. Apesar das diferenças, estes e muitos outros artistas da música tem mais em comum do que todo mundo pensa: todos emplacaram hits grudentos baseados na fórmula mágica de 4 acordes: D A Bm G (em diferentes tons, é claro).
Para provar isso, os caras do video abaixo, especialistas em tratar com humor a música pop mundial, juntaram 45 canções escritas na mesma sequência harmônica.
Curta, ria (eu quase chorei quando assisti) e veja se você reconhece todas as canções e seus intérpretes:
Para provar isso, os caras do video abaixo, especialistas em tratar com humor a música pop mundial, juntaram 45 canções escritas na mesma sequência harmônica.
Curta, ria (eu quase chorei quando assisti) e veja se você reconhece todas as canções e seus intérpretes:
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O maior Lip Dub de todos os tempos da última semana, da última semana.
Há dois meses coloquei aqui um video em que mais de 5.000 moradores do município de Grand Rapids, estado do Michigan juntaram-se em um lip dub que envolveu toda a cidade (veja aqui). Se você não sabe o que é um lip dub ou lipdub dá uma olhada na explicação que está no mesmo link.
Pois então, uma cidade localizada a 150 quilômetros ao norte de Grand Rapids chamada Traverse City, não se conteve e assim, só de farra, resolveu fazer o mesmo. Tudo para mostrar ao mundo o que a cidade da qual você nunca ouviu falar tem de melhor. Como base para o lip dub usaram as músicas "You Can Call Me Al", de Paul Simon e "Jump", do Van Halen.
Se no outro tinha o corpo de bombeiros e fanfarra, esse conta com cheerleaders e a bandeira americana tremulando.
Exatamente, essa é a pergunta: eles não tinham mais o que fazer? Não sei, mas aposto que todo mundo se divertiu bastante.
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