UM DESENHO POR SEMANA

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pintura gravitacional

Para quê instrumentos arcaicos como pincéis e espátulas para pintar uma tela?
Tirando as tintas, 
a artista plástica Amy Shakleton não usa as ferramentas tradicionais para realizar suas obras. Na verdade ele utiliza algo bem mais antigo, a gravidade


O video abaixo mostra
 33 horas de seu trabalho chamado "Terraced City ' comprimidos em dois minutos e meio. Dê uma olhada na técnica, no processo intuitivo e no belíssimo resultado. 


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Brega is beautiful (pelo menos para a publicidade)


Residual da moda trash anos 80 ou simplesmente um filão que todo mundo percebeu que dá certo, o fato é que agora se a escolha é ir na linha do humor na campanha de qualquer produto, borá colocar um representante da música brega. O artista da vez é o cantor Falcão para a Perdigão.

Veja os 3 exemplos mais recentes da prática nos videos abaixo:

Skol + Beto Barbosa


Bradesco + Byafra

Perdigão + Falcão

Bonus: Embratel + Magal & Reginaldo Rossi

Não dá pra negar que são engraçados e que a breguice como é colocada realmente põe um sorriso no rosto de quem vê, deixando a comunicação leve e amigável. Mas talvez uma hora a repetição esgote um pouco (ou não?)

Mas a pergunta que fica é: quem será o próximo? Havaianas com Naim, Nextel com Gretchen ou Bombril com Ovelha (com esta maravilhosa versão de Hotel California) ? 
Façam suas apostas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O relógio perfeito


Logo no começo do namoro com minha esposa, eu falei dele. Ela havia me perguntado sobre o que eu gostaria de ganhar e naquela época era um relógio. Poderia ser de qualquer marca e mesmo assim não era qualquer relógio, não pelo preço, mas pelos requisitos.

Tinha que ser preto com mostrador analógico e digital, ter um cronometrozinho básico, ser nem muito grande nem muito pequeno. A pulseira não poderia ser muito grossa. Não precisava ter muitas funções, só precisava responder às exigências anteriormente descritas. E sem muitos rococós, botões grandes e afins.
Ele seria muito parecido com outro relógio que eu havia tido, mas melhor, um pouco maior e mais bonito. A pesar das características simples, achá-lo parecia impossível.

Os anos se passaram e dia dos namorados após dia dos namorados, aniversários, natal e nada do relógio. Eu mesmo procurava às vezes, não com muito afinco, é verdade, mas não achava.

Casei e ainda assim ele não apareceu. Os celulares chegaram e eu já não precisava mais dele para ver as horas. A procura que era bissexta passou a ser inexistente. A busca pelo relógio perfeito havia cessado, sem sucesso, mas também sem choro. Desacostumei do suor e da marca da falta de sol no pulso da mão esquerda. O celular havia substituído a necessidade e o acessório de moda não era assim tão desejado por mim.

Muitas pessoas também deixaram os seus de lado, trocaram o invento do Santos Dumont pelo telefone móvel.

Mas algumas outras pessoas nunca aposentaram o acessório de moda e foi assim que ele sobreviveu. Um invento revolucionário, item obrigatório a quase qualquer pessoa, passou a ser unicamente parte do vestuário para combinar com uma camisa, ou com determinada pulseira ou ainda simplesmente um artigo de luxo para conferir status.
 
Nessa de moda ou status eu não entrei e o objeto de minha busca ficou cada vez mais distante. Talvez eu não quisesse realmente um relógio, senão teria comprado algum que fosse parecido com aquele. Talvez eu quisesse gastar meu dinheiro com algo que eu realmente gostasse ou precisasse e nenhum relógio era uma ou outra coisa. Assim como fazemos com muitas coisas, talvez eu só o tenha idealizado para não o comprar, para que a busca fosse melhor do que a conquista.

E assim o meu relógio perfeito ficou lá por muitos anos, esquecido na memória.

Até que há poucos dias, comendo às pressas em um fast food, ele se mostrou a mim. Como qualquer personagem de desenho animado meus olhos arregalaram-se e quase encostaram-se no braço do rapaz que o usava. Estava lá, perfeito, preto com seu mostrador analógico-digital, sem alardes, números gigantes ou marca se apresentando. Depois de uns 8 segundos vidrados nele, eu fiz a coisa mais óbvia naquele momento: num rompante olhei para a minha esposa, depois para o meu celular, vi que estava 15 minutos atrasado para um compromisso e disse:

- Vamos embora?

Nunca mais nos encontramos novamente e acho que nem vamos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

11 carros, 400 metros em 13 segundos

Sabe aquelas coisas improváveis que a gente imagina do tipo "se Mike Tyson enfrentasse Muhammed Ali quem levaria a melhor? E se Ayrton Senna corresse contra os pilotos de hoje? E se a gente fizesse um racha com os 11 carros com os motores mais potentes do mundo pra ver qual é o mais rápido?"

As duas primeiras situações não vão acontecer mas o racha já e foi filmado
e estavam lá 
BMW 1-Series M, Ford Mustang Boss 302 Laguna Seca, Porsche 911 GT3 RS, Chevrolet Corvette Z06, Ferrari 458 Italia, Nissan GT-R, Audi R8 GT, Mercedes-Benz SLS AMG, Lexus LFA, Porsche Cayman R and Lotus Evora S, todos fazendo cerca de 400m em menos de 13 segundos.

Veja quem é o mais rápido aí

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um vaso sanitário com touch screen


"Consumismo conspícuo ou consumismo ostentatório é um termo usado para descrever gastos esbanjadores em bens e serviços adquiridos principalmente para o propósito de mostrar renda ou riqueza. Na mente do consumidor conspícuo, tal exibição serve como meio para ter ou manter status social.
consumo conspícuo é antagonista à sustentabilidade já que aumenta muito o uso de recursos e o impacto ambiental" (Wikipedia).

Kohler Numi Bidet Toilet - Preço estimado: U$6,400

Veja:


Engraçado, a primeira coisa que eu pensei ao ver esse video, foi nas crianças do campo de refugiados na Somália, não sei por que razão...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

07 de setembro

Hoje serei independente de tudo e de todo mundo.
Do status quo, da vida agitada, do trabalho, da função, do talento ou da falta dele, da competência ou da incompetência.

Serei independente do horário e da falta de tempo.
Serei independente da minha falta de coragem ou do meu excesso de atitude.
Hoje eu serei independente da falta de patriotismo ou do ufanismo que eu nunca vi por aqui                                                                                                                                                                                            
Serei independente da roupa certa, da hora do almoço ou da comida que me faz bem.
Serei livre para descansar ou para cansar. Serei independente até mesmo do ócio obrigatório, caso eu queira.

Serei livre de precisa dizer, de significar, de parecer. Livre para desafinar, para errar, para mal conjugar, para escorregar.

Darei meu grito de independência de tudo que não é, mas deseja ser em cima de nós.
Gritarei às margens da pia da cozinha, ou do riacho de uma cidadezinha distante.
Bradarei “liberdade” com punhos cerrados e sorriso no rosto, com revanchismo e amor ao mesmo tempo.

Dançarei suavemente com meus 90 quilos e tombarei no chão de exaustão.
Sonharei com meus olhos abertos, livres de telas, independente das imagens delas.
Serei livre de mim mesmo, das minhas neuroses, da minha autocensura.

Serei livre do resultado e da performance.
Serei livre da arte e do fazer.
Livre da beleza e até da emoção, independente da necessidade, do desejo e da busca.

Mas não serei livre de pensar que a independência que se grita dia sete de setembro é só pra brasileiro ver.
  

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