sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Halloween
Bateram na minha porta
Gritando "doces ou travessuras"
Atiraram na minha cara
Com balas de glicose e cultura
Atraíram os meus lábios
Com sabor doce, grandiloquente
Obeso fiquei
Com meu cérebro dormente
Sorriram para mim
Com chapéu pontudo de bruxa
Olhei para trás
Minha história era uma abóbora murcha
Morcegos invadiram minha casa
Deixaram preto o meu teto
Com o tempo me acostumei
Que até achei que era certo
Comecei a ver rara beleza
Nas teias de qualquer aranha
Pintei as paredes da cozinha
Todas com a cor laranja
Passei a usar toda noite
Um tipo de fantasia
Meu rosto hoje causa susto
Em plena luz do dia
Mas eu estar sempre feliz
Com tudo que eu tenho amado
Meu língua puxar o erre caipira
Do estado do Colorado
Trick or treat
I have to write a tweet
I like the beet
But I can't eat.
Gritando "doces ou travessuras"
Atiraram na minha cara
Com balas de glicose e cultura
Atraíram os meus lábios
Com sabor doce, grandiloquente
Obeso fiquei
Com meu cérebro dormente
Sorriram para mim
Com chapéu pontudo de bruxa
Olhei para trás
Minha história era uma abóbora murcha
Morcegos invadiram minha casa
Deixaram preto o meu teto
Com o tempo me acostumei
Que até achei que era certo
Comecei a ver rara beleza
Nas teias de qualquer aranha
Pintei as paredes da cozinha
Todas com a cor laranja
Passei a usar toda noite
Um tipo de fantasia
Meu rosto hoje causa susto
Em plena luz do dia
Mas eu estar sempre feliz
Com tudo que eu tenho amado
Meu língua puxar o erre caipira
Do estado do Colorado
Trick or treat
I have to write a tweet
I like the beet
But I can't eat.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Igreja dentro de boate na Rua Augusta
"Vinde a mim todos vós que estai cansados, e eu (Jesus) vos aliviarei" (Mt 11:18)
Como disse a moça no video, eles já são "Igreja". Bonito mesmo ver esse entendimento. Que Deus os abençoe para que não virem uma instituição, vazia, litúrgica e dogmática.
"Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?" (At 7:48,49)
Como disse a moça no video, eles já são "Igreja". Bonito mesmo ver esse entendimento. Que Deus os abençoe para que não virem uma instituição, vazia, litúrgica e dogmática.
"Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?" (At 7:48,49)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Grande irmão X ponto 0
Quando o twitter começou a se popularizar, muita gente
começou a encasquetar com a rede falando “para que serve? Para dizer que
almoçou, que foi no banheiro?” Todo mundo já ouviu alguém que não usa a
ferramenta dizer isso. E no começo muita gente fazia isso mesmo e era comum ver
atualizações do tipo “almoçando”, “vendo TV”, “descansando”.
Para que eu preciso saber que alguém está almoçando, certo?
Certo. Então lá vai outra pergunta: para que você iria querer saber a quantos
metros estão seus amigos? Qual razão você teria que fosse relevante para saber
onde determinada pessoa está?
Monitoramento
Monitoramento
Pode parecer grosso e talvez meio antiquado mas aparentemente
estamos perdendo a noção com os smartphones, ou na verdade, os desenvolvedores
é que perderam. Demorei para “entender” o foursquare, e de repente a cada dia
aparecem mais ferramentas de monitoramento de pessoas on line.
Como no caso abaixo:
Homem
flagra esposa infiel através de aplicativo do iPhone 4S
“...Usando um estratagema simples e o app Find My Friends,
confirmou as suspeitas de que sua mulher o traía.
O Find My Friends permite que os usuários encontrem seus
amigos usando o localizador GPS presente nos smartphones. O marido desconfiado
deu um iPhone 4S para a esposa de presente, sob a alegação de que era um
lançamento e ele quis “fazer um chamego”. Só que ele também comprou um para si
e com seu próprio iPhone passou a rastrear os descaminhos da amada.”
Infidelidades à parte, como se não bastasse você dizer
“o que está pensando agora”, ou vendo agora, ou fazendo agora, passamos a dizer
onde estamos agora e a quantos metros de distância. Cada smartphone tem seu app
próprio de monitoramento. É claro que você pode desabilitar ou nem baixar o
aplicativo. Mas no meio do furacão os mais desavisados ou já nascidos nesse
admirável mundo on line em que
vivemos, nem pensam na possibilidade de desligar. O monitoramento para eles e
alguns de nós, faz parte do kit smartphones-compartilhamento-redes sociais. Aliás, para estes incautos imagino que o termo
monitoramento seja agressivo, pois tudo está travestido apenas deste
compartilhar das redes.
Não vou nem entrar nas teorias da conspiração
falando do facebook, cartões de crédito ou da sua conta do Google com os dados
cruzados de todas as suas atualizações nos diversos serviços do oráculo da
internet.
Frequentemente penso na sorte que tenho de pertencer à
geração do meio, já disse isso aqui. Uma geração que viu as transformações na
comunicação tecnológica acontecerem a apartir da década de 90 (como o filme de terror adolescente do cartaz acima) participando delas,
mas que sabe como eram as coisas antes, tanto o ônus como o bônus. Me sinto
meio esquisito nessa entrega diária de tudo das pessoas. Talvez, como no caso do twitter, seja apenas uma
questão de adequar a ferramenta de uma maneira mais relevante e achar um
sentido para a coisa. Talvez eu esteja como os que não acreditavam nas redes
sociais e nela viam uma perda de tempo. Talvez.
Mas eu prefiro crer que como em tudo que fazemos, há que se
ter equilíbrio, pois às vezes passamos da conta em um momento de empolgação.
Esse é ocaso da onipresença on line a que nos submetemos todos os dias.
Passamos do compartilhamento ao monitoramento. Estamos criando a era do “Grande
irmão” 2,3,4, 5 ponto 0. E depois, meu
amigo, não vai adiantar querer se esconder.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Comédia não é sinônimo de baixaria
Como fazer rir de cara limpa sem palavrões ou baixaria: Senhoras e senhores, Zé Vasconcelos:
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Sonho é sonho
Carro conversível, uma bela estrada que passe por
alameda de árvores, montanhas verdes e campos dourados. O dia tem um ensolarado
de inverno. A estrada parece ser longa, quase não se vê carros. Uma canção toca
no rádio em volume alto, mas não agride ouvidos, impulsiona o motor ao mesmo tempo que
movimenta o vento, e exala os odores das folhas, grama, terra e do asfalto
claro e da poeira. O motorista dirige sozinho com seus pensamentos e sorri se percebendo
dentro de um plano de cinema bem clichê...
Eu era uma criança que sonhava um sonho adulto. Provavelmente
para o eu com oito anos as sensações não fossem tão claras na cabeça,
talvez só houvesse um contentamento que eu não entendia. E hoje as lembranças
se misturam: a capa do LP com dois rostos em preto e branco, a banda que minha irmã
curtia, um som dos anos 80. Um disco que não é exaltado, não é cool ou cult. Artistas
que não são gênios, mas conseguiram o que para mim toda boa canção deve fazer: marcar,
fazer alguém lembrar de algo, fazer parte da história de alguém, criar devaneios
na mente, pregar peças, estimular sensações que você nunca teve.
Em meio a dezenas de boas atrações e outras não tanto que
chegam aqui no Brasil, a banda responsável pela memória do adulto a partir de
um desejo da criança, está fazendo seus shows, sem badalação, mas com casas
lotadas. Isso me fez lembrar daquele quadro, a imagem de clip que me
persegue por todos esses anos e realmente virou um sonho simples que um dia vou
realizar.
Talvez eu tenha vivido coisas muito mais incríveis que
aquela sequência de imagens e sons, mas memória a gente não escolhe. E ainda que eu não a viva na realidade eles já fazem parte de mim.
Ah, sim, tenho mais de
30.
Os caras hoje, no show em São Paulo.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
A ditadura da liberdade
Já diria o filósofo (sempre quis começar um texto assim) Kierkegaard
que liberdade é escolher fazer aquilo que é certo. Ok, esse “certo” é outro
conceito em si amplamente discutível, mas hoje há em voga uma liberdade
opressora que obriga e que não oferece escolha alguma.
Liberdade sem
escolhas, hein?
Escondida sob a frase “o mundo está muito chato” que eu confesso, já usei,
essa liberdade ditatorial obriga a que você goste, ou no mínimo aceite como
relevante qualquer coisa. Traumatizados por mais de 40 anos de ditadura,
mencionar que alguém não deveria dizer algo, já nos dá arrepio, lembramos
imediatamente da censura e seus nefastos efeitos. Aí a liberdade perde sua
principal característica e manda que nos calemos.
Esse texto está na minha cabeça há vários meses, mas foram
os acontecimentos (posso chamar assim?) das últimas semanas com o jornalista e
humorista Rafinha Bastos que me empurraram definitivamente a redigir esse post.
Não entrarei no mérito do que foi dito por ele, mas da defesa que os colegas de
profissão, corporativamente andam fazendo.
Há entre os humoristas, comediantes, ou seja, qual for o
nome, um senso comum que diz que humor (auto)controlado não é humor, que humor
é essencialmente ofensivo e etc. Essa definição isenta o agressor, quer dizer,
humorista de qualquer responsabilidade com o que se diz. Isso também acontece
com a classe jornalística, o chamado quarto poder.É como ser deputado e ter imunidade parlamentar, mesmo sendo suspeito de assassinato.
Eis que de repente os fins justificam os meios e eles podem dizer o que quiserem, pois se for com intuito de fazer rir, está liberado. E para eles quem achar ruim ou se manifestar contra, está sendo reacionário, a favor da censura ou simplesmente chato. É a ditadura da liberdade. Sobe o poder midiático/artístico à cabeça e aparecem os Hugos Chávez do humor.Como um dia escrevi aqui, na verdade todo mundo tem um ditadorzinho na barriga. Gostamos da liberdade que nos assiste e não dá que serve ao outro. Eu posso fazer o que eu quero e, perdão pela expressão, dane-se o outro. Cidadania zero, como alguém que depreda ônibus, passa trote no corpo de bombeiros ou rouba dinheiro da previdência. Para mim é a mesma coisa, em todos os casos ignora-se a necessidade do outro, o que ele precisa ou o que ele sente. Pra quê, né? Bóra fazer piada.
A culpa é do
politicamente correto?
Não nego que o politicamente correto invadiu a sociedade de tal forma que algumas vezes temos mesmo medo de dizer qualquer coisa e ofender determinado grupo, seja ele étnico, partidário, religioso etecetera e reticências e isso deixa mesmo o clima chato para brincar, escrever e até respirar.
Não nego que o politicamente correto invadiu a sociedade de tal forma que algumas vezes temos mesmo medo de dizer qualquer coisa e ofender determinado grupo, seja ele étnico, partidário, religioso etecetera e reticências e isso deixa mesmo o clima chato para brincar, escrever e até respirar.
Mas o fato de existir o politicamente correto não quer dizer
que devamos esquecer qualquer tipo de filtro só para tentar derrotá-lo. É a
mesma coisa que não pagar imposto pelo fato de ver no jornal escândalos de desvio
de verba. Um erro não justifica o outro.
A culpa é do Ronaldo?
A culpa é do Ronaldo?
Estava terminando este texto quando li outra barbaridade para justificar a
postura de desprezo pelo outro do caso do Rafinha Bastos. Que a turba acontecia
pelo fato de alguém com poder (Ronaldo e o empresário Marcus Buaiz marido da Wanessa
e pai da criança ofendida). Diziam que eles usaram sua influência para que Rafinha
fosse punido. Até credito que a punição realmente só aconteceu por causa disso.
Mais uma vez, um erro não justifica o outro e o fato dos ofendidos terem usado
o poder que têm não diminui a agressão e o absurdo desprezo pelas pessoas por
parte do humorista.
A culpa é da liberdade?
Opa, nunca. Na verdade vivemos em uma época esquisita. Depois de mais de 25 anos de volta à democracia, parecemos que somos ainda adolescentes na coisa. Quando nos expressamos, brincamos ou protestamos. Somos semelhantes a centroavantes de frente para o gol, sem goleiro, que com a liberdade de chutar pra onde quiser dentro das três balizas, mandamos a bola na arquibancada quando só um toquinho na bola é suficiente pra marcar o gol e cair nos braços da torcida.
Eu acredito na liberdade, mas creio que o trauma de ser
privado dela nos deixou meio sem parâmetros. A lembrança de não tê-la ainda nos
oprime, até quando nos achamos livres. Imagina
isso aliado ao quociente de egolatria de todo ser humano, somada a tendência
despótica mais aflorada em alguns, sejam eles políticos, esportistas,
humoristas e porquê não, blogueiros.
Ah, nós seres humanos...
Se você conseguiu chegar até o final sinta-se livre para
comentar, discordar, concordar, criticar ou não dizer nada (é um direito seu
também, mas vai ser mais legal se você falar, sério...)
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