UM DESENHO POR SEMANA

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O que esperar de você

Que você seja sério
Que você seja safo
Que você seja sócio

Que você seja perfeito
Que você faça direito
Que você seja magro

Que você seja engraçado
Que você tenha tudo pago
Que você seja bem sucedido

Que tenha um baita salário
Que seja sempre necessário
Que você tenha filhos

Que seja um bom provedor
Que tenha espírito inovador
Que dê conta de tudo

Que tenha três diplomas
Que mexa com muitas somas
Que seja criativo

Ou que não seja nada
Que viva uma vida errada
Que ande solto no mundo

Que não conquiste uma meta
que não ande em linha reta
Que seja uma causa perdida

Que seja um estranho no ninho
Que viva num redemoinho
Que ninguém sabe o que vai causar.

Que cante desafinado
Que o cedo seja o atrasado
Que exato seja o impreciso

Que seja o que todos querem
Que seja o que todos invejam
Mas que ninguém admite

Que seja humano
Que seja completo
Enfim, que seja indivíduo 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Como doutrinar seu filho a ser um skatista.

Os pais fazem isso frequentemente com times também.


O mini-documentário de pouco mais de 8 minutos "Born in" feito por Bart Saric mostra como seu filho ficou em pé na prancha antes mesmo de falar. Em dado momento do filme o pai toma o cuidado de mostrar que o filho não ficou bitolado só nas  quatro rodinhas. De qualquer forma, é bem bacana ver o pequeno Odin (é...) evoluindo com o tempo. 



É claro que se a gente visse um banqueiro fazendo o mesmo ninguém ia achar legal, ia?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O meme da Luíza: uma explicação gramatical.

Por que a “Luíza, que está no Canadá”, virou meme?
Meus palpites:

Redes sociais
O choque do diferente.
O aposto

Sim, o aposto. Quem trabalha com texto sabe o quanto vale uma vírgula. A Luíza, que está no Canadá, também sabe, ou devia saber.

Essa frasezinha e o anúncio em si viraram memes, além dos outros motivos supracitados, por causa, da vírgula e do efeito provocado por ele.

O que o redator fez no texto foi um aposto, palavra ou expressão que explica ou que se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo, separando-o entre vírgulas no texto.

Esse entre vírgulas isola, destaca uma ideia do texto corrido. É o que acontece no comercial do empreendimento. De tudo o que é lido e falado dentro e uma massa de texto maior, o que se grava é o conteúdo do aposto.
Como se numa música fosse o momento do solo de determinado instrumento: destaca-se o som dele, seja com distorção, aumento do volume, mudança de ritmo, aumento da quantidade de notas, enquanto os outros ainda estão tocando a base normal.

Ou para os fotógrafos, desfocar a imagem da frente para destacar um elemento que não seria visto aos olhares comuns.

Ok, não foi com essa arte toda que pensaram no comentário feito dentro do anúncio. Pelo contrário, deram destaque ao que não era pra aparecer e a coisa funcionou melhor que a encomenda.

Além de toda aquela análise das redes que você já leu e ouviu em um monte de lugares, da facilidade de compartilhamento, alcance etc, foi isso que fez o meme acontecer. O aposto quebrou o ritmo do texto e jogou a lente de aumento numa informação que não tem a menor importância pra vender o empreendimento. A não ser que a ideia fosse dizer que o apartamento é tão grande que cabe até a Luíza, que não estava lá de corpo presente, mas pode voltar a qualquer momento.

Mesmo assim. O meme acontece por causa dessa informação destoante (ou dissonante, falando de música novamente). Para variar, aquilo que destoa, choca, difere é o que chama atenção.  Some-se a isso o potencial humorístico das redes e cria-se o tal do meme.

Ainda que seja um acidente, as coisas não acontecem por acaso, por geração espontânea. No caso do comercial foi por causa de uma propaganda veiculada, do compartilhamento das redes, de uma informação dissonante e do aposto. 
Ah, e também por causa da Luiza, que eu nem preciso continuar...      

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Decorando a sede do Facebook



Mr. Zuckerberg resolveu chamar o grafiteiro e muralista David  Choe para, digamos assim, redecorar a "firma".

Veja aí o ar blazé de Choe grafitando pelos corredores do cast..., quer dizer do Facebook.




parte 2



E até o menino deu uma palhinha



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Animação 3D - Electroshock

Bos histórias existem pelo mundo todo, mas no final das contas, desde o início dos tempos, é sempre (ou quase) sobre uma garota, ou por causa dela.
Curta da
ESMA (Ecole Supérieure des Métiers Artistiques), Escola de Artes na França.
Divirta-se aí com história de um herói não tão heroico assim.
(original em francês, legendado em inglês)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Snoopy em Abbey Road

Vi  aqui e tive que postar. Todo mundo que vai pra Londres quer reproduzir a foto dos Beatles em Abbey Road, né? Então, a galera do Charlie Brown também. Ou quase, já que a intervenção não foi feita lá. Mas de qualquer jeito, ficou bem legal.

Veja aí




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tick Tock: Um curta como a vida - ou menor

O que você faria se tivesse apenas 5 minutos de vida?

A ideia  é meio similar a Corra Lola, Corra misturado com o clipe de The Scientist do Cold Play, mas de qualquer forma o curta é bem bacana. Veja aí:





quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2012 será mesmo o fim.


Tinha que ser em 2012. O camisa 12 mais querido do Brasil, pára e sem muito barulho.

E na frase acima vemos 2 facetas que provam como Marcos era diferente. 

O goleiro titular do Palmeiras em grandes conquistas não usava a 1.  
É normal que o craque do meio campo use a 10 o centroavante a 9 e os outros atacantes 7 ou 11. Principalmente no Brasil, temos grandes nomes que se repetem eternizando esses números.
Pelé, Rivelino, Ademir da Guia, Zico com a 10. Garrincha, Jairzinho, Muller, Edmundo com a 7. Tostão, Careca, Ronaldo com a 9. Éder, Romário e hoje Neymar com a 11. E os goleiros, todos, com a 1.

Mas com a 12 há apenas um grande. São Marcos. Não existe no futebol a coisa de eternizar uma camisa, mas acho que deveria. Então, que pelo menos nenhum outro goleiro vista a 12 na Sociedade Esportiva Palmeiras.
O goleiro da camisa 12, fez tudo o que um ídolo do futebol precisa fazer pra marcar seu nome na história. Foi decisivo em grandes títulos e em vitórias contra os maiores rivais. Jogou e foi campeão pela seleção.

Marcos não fez grandes alardes sobre sua saída.
Não convocou coletiva de imprensa, embora eu ache que mereça e até deva acontecer. Não chorou na frente das câmeras. Ao se despedir, o ídolo palestrino saiu em férias com sua família. Vai absorver o primeiro golpe, o de não voltar pra uma pré-temporada depois de mais de 20 anos fazendo isso todo Janeiro. Vai perceber as despedidas uma a uma. E sim, vai dar entrevista mais à frente quando o calor do momento passar, vai ter seu pomposo jogo de despedida, vai receber sua homenagem.

Além da ilustração acima, a minha é essa.

      Descansa o corpo cansado, goleiro. 
    Viva a vida, aproveite a família, os amigos, os filhos. 
Lembre suas glórias. 
Você já não é mais um jogador.
É só o cara boa praça.
É apenas um ídolo.

Nota final: Percebi que há uma falha no hino do Palmeiras quando se fala especificamente do time: “Defesa que ninguém passa/Linha atacante de raça/ Torcida que canta e vibra...” No hino da maior escola de goleiros do país, de onde saíram Oberdan Cattani, Waldir de Moraes, Leão, Zetti, Veloso e Marcos, eles não são citados. Ironias do futebol.

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