UM DESENHO POR SEMANA

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Zac e as meninas super poderosas



Zac Efron não esteve aqui em Campinas ontem e eu fiqui pensando: “Que legal”. Não, não achei bonito ele dar o bolo na meninada. Achei legal a meninada. Antes achava sem sentido essa coisa de fã. É mesmo, mas por outro lado, hoje acho muito bacana. Principalmente quando vi que a maioria era de meninas de 12, 13, 14 anos. O público dos musicaizinhos da Disney. Acho verdadeiro, ainda que eu saiba que tudo é um produto, pra vender ingresso, disco, camiseta, brinquedo, karaokê etc e reticências.

Para elas é mesmo um sonho ver aquele moleque, que elas assistem em filmes bobinhos cantando o amor adolescente água com 1 kg de açúcar, a 5, 10 metros de distância.

Imagine você, bacanão, se o guitarrista daquela sua banda preferida, clássica, que nunca veio ao país, vem dar um workshop aqui em Campinas, aberto ao público, em um lugar que cabem 50 pessoas. Ok, você não vai sair gritando (na verdade, alguns talvez o façam), mas duvido que você não chegue a pensar seriamente em dar um gato no seu chefe pra chegar duas horas antes e pegar lugar. E detalhe: você não tem 12 anos...

Assim como a juventude é o momento de ousar, experimentar, correr, para depois decidir o que quer e na maturidade diminuir o ritmo pra velocidade de cruzeiro, na pré-adolescência tudo é muito intenso, sem sentido e bobo, muito bobo.

Graças ao bom Deus por isso. Foi o que eu gostei naquelas meninas. Elas estavam sendo bobas, como só elas se permitem ser, e só um artista mundialmente reconhecido daria “sentido” à histeria.

Enquanto a gente a todo tempo tem medo do ridículo, somos cheios de posições e opiniões que na maior parte do tempo ficam apenas em nosso mal humor nas redes sociais, elas vão lá invadem o shopping, fazem as portas das lojas fecharem, por aquilo que elas queriam. Elas tratam com verdade e importância, aquilo que é importante pra elas.

Já não acho a juventude aqui no Brasil com tanta vontade de fazer, de protestar, ou mesmo de acreditar em algo com tanta verdade como costuma-se falar dos jovens em qualquer época. Para mim, exemplo são as meninas fãs do Zac, do Bieber e outros. Elas sim são super poderosas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Graffiti: diversão ou estupidez?

Dá uma olhada nisso. O filme "educacional" Graffiti: Fun or Dumb? de 1976 visava desencorajar adolescentes a grafitar (ou pichar?). Nele já há a tentativa de fazer a clássica diferenciação entre graffiti e pichação, embora chame ambos pelo mesmo nome. Lógico que a coisa no final das contas é tendenciosa.

Ah, a musiquinha de abertura é o melhor.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Os personagens dos metrôs nova-iorquinos ilustrados



A ilustradora Sophie Blackall  foi convidada para criar um mural para o Metrô de Nova Iorque. Assim, ela passou a viajar bastante nos trens e foi desenhando os grandes personagens desconhecidos nova-iorquinos nos vagões, criando novas obras para o seu projeto Missed Connections.
Olha aí:


Show né?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

3 LADOS - Quem não compartilha se trumbica

3 Lados volta com uma reflexão triplamente qualificada na questão da produção e compartilhamento de conteúdo. Um assunto que parece resolvido, mas que está longe de  vermos a salvo do controle.
Veja aí:


Por Rubens Gualdieri.
Do analógico, saudosismo do chiado da agulha e dos riscos na tela, ao digital, pesadelo das gravadoras e estúdios. Uma viagem relativamente curta e  com um caminho sem volta. A estupidez insiste nas vendas como eram no analógico, mas desejam a facilidade de reprodução de um digital. Maxilucro com minitrabalho, todos os bônus, sem ônus.

Pra essa dor de cabeça não há SOPA que resolva. Entender que o mundo mudou, é um bom começo.

ANALÓGICO


DIGITAL


                                                                                        
PIRATA



E aí? quer dar sua visão tripla sobre algum assunto?
mande DM para @JMoqeisso e eu publico por aqui.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que me importa o céu escuro?

O que me importa o céu escuro?
Aproveito o vento,
Jogo fora o medo,
Empino uma pipa
E jogo a cor nas nuvens.

Foto: Elizabeth Weinberg

















quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fogo e paixão - eu já cantei e está no youtube

Sim, antes de o senhor Nando Reis gravar, eu já havia registrado minha performance em video cantando o maior sucesso do Wando.

Provavelmente você só vai ver isso nos telejornais ou na sua timeline. Não querendo ser mais do mesmo, mas de repente já sendo um pouco, deixo aqui a minha homenagem particular.

O video era um teaser para o post Eu edito e você? que falava sobre o fato de com a web 2.0 (eu, sei o termo é antigo, esse video tem 4 anos!) todo mundo hoje em dia gravar editar videos, tirar e tratar fotografias  ( e olha que nem existia o instagram pra facilitar) e divulgá-las, mesmo sem ser um diretor de arte, fotógrafo, cinegrafista ou editor de video.



Em épocas de Michel Teló, onde discutiu-se  o conteúdo das músicas, demonizou-se, absolveu-se tudo o que é produzido, o popular, (que depois virou brega, que depois virou cool) do cantor está eternizado até no meu canal do youtube.
 
E com boas lembranças, afinal eu era magro. Uns 24 kg a menos.


Wando (1946-2012)

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