UM DESENHO POR SEMANA

sábado, 7 de abril de 2007

Falando mal do Pedro Bial

Não resisti à rima. Não resisti ao desejo de pôr o título. Na verdade, não quis resistir. E se você, baseado nisso, pensa que eu vou aproveitar o final do BBB para falar mal do reality show, sinto dizer que te enganei, e peço perdão. Assim, você deve estar se perguntando para quê esse título. Como disse, primeiro porquê não resisti ao quase verso e segundo pelo fato de hoje em dia todo mundo fazer uso da crítica das falhas da TV e de seus ícones, para se auto-afirmar. Fazer isso há um tempo atrás poderia ser encarado como a expressão do senso crítico. Hoje em dia não passa do óbvio, aliás, nem chega ao óbvio.
Não entrarei aqui, no mérito da qualidade da programação da televisão brasileira, mas sim do que chamamos de senso crítico com relação à mesma. Proponho um exercício. Eu cito alguns nomes e você pensa cinco segundos, não mais que isso, no conceito que tem sobre cada personalidade. Vamos lá.

Luís Inácio da Silva
Pedro Bial
Rolando Boldrin
Edmundo
Franklin Martins

Pensou? Então aguarde, mais para frente eu explico.
Mais ou menos na hora em que acabava o BBB, começava o que acredito ser um dos melhores programas da TV Brasileira, o Observatório da Imprensa (TVE, retransmitido em São Paulo pela TV Cultura). Ainda que o cenário seja meio tosco, e som não seja lá essas coisas, é um programa que só pelo fato de fazer um papel quase que de ombudsman analisando a imprensa e debatendo o seu papel os seus erros e acertos, já vale a pausa no zapping. O debate/entrevista se deu pela nomeação do então comentarista da TV Band, Franklin Martins, para o ministério da Comunicação Social, dentro da aguardada reforma ministerial do Presidente Luís Inácio da Silva . Observando que na bancada sentam-se profissionais da imprensa para falar de si próprios sem corporativismo, comecei a pensar na questão de como todos podemos analisar sinceramente o que vemos ou ouvimos.
Por isso decidi não falar mal do BBB e nem do jornalista, poeta, diretor de cinema (isso mesmo, ele dirigiu o documentário Os nomes da Rosa e o filme Outras Histórias) Pedro Bial. Ao começar a assistir o Observatório, comecei a pensar em quem eram essas pessoas que têm seus nomes falados às vezes como velhos amigos, outras como odiosos algozes e ainda outras como totais desconhecidos. O agora ministro disse de maneira simples “agora deixo de ser estilingue para me tornar vidraça”. Foi aí que pensando no novo ministro, a quem admirava como comentarista, lembrei do Big Brother Brasil 7 que havia acabado há pouco, esqueci por um momento do que eu acho e outros julgam ter certeza e comecei a pensar em como as coisas e pessoas realmente são. Afinal, todos acabamos uma ou outra hora sendo estilingue e vidraça.
No mesmo horário em que passava o BBB, antecedia o Observatório, na Cultura, o programa Sr. Brasil apresentado pelo Rolando Boldrin que com sotaque de caboclo falava com todo a fluência sobre Tom Jobim, Ari Barroso como quem sabe de tudo mas não se gaba por isso e não quer provar nada a ninguém. Mas ele acaba provando. Prova que não há cultura como a nossa (vejam, não disse “melhor”, disse que não há igual) e que não há como isso parecer verdade se a gente não agir naturalmente como se o fosse. Olhei para o rosto daquele homem enrugado falando e vi nele anos de arte, música, literatura, cultura, léguas de chão. Não pensei, vi, não julguei, enxerguei.
O senso crítico é fundamental independente de BBBs, governos, emissoras, rugas e sotaques. Ter esse senso não é tão fácil como todo mundo pensa. É fácil cair no julgamento vil, baseado em “achismos”, para o bem e para o mal . Afinal, eu posso dizer de cátedra, já votei no FHC e no Lula.

Ah, sobre todos aqueles nomes, você pode ter conceitos formados sobre alguns , não conhecer outros, mas eu sugiro a você juntar as informações que você tem agora e na próxima vez que os vir na TV ou no jornal, repense como cada um deles povoa o seu pensamento.
Xiii, eu não falei do Edmundo, né? Deve ser porquê ele perdeu um pênalti quinta e eu estou meio bravo. Mas de qualquer jeito, não é preciso dizer muita coisa.... talvez só “au, au, au...” como no título, a rima é perfeita....fazer o quê?




5 comentários:

  1. junior valler | moai |7 de abril de 2007 12:03

    para nao perder a rima:

    grande JMC nas próximas eleições voto em VC !

    ps. já te falaram que vc escreve, com todo respeito e licensa poética, "pacaralho" ?

    grande abraço

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  2. Fala Jean,

    Muito bom seu artigo!
    Da lista eu só respeito o Rolando...

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  3. Olá, Jean!
    Parabéns pelo texto. Realmente você conhece as palavras e sabe utilizá-las muito bem.
    Beijos, Carol Lincoln.

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  4. oi jean, estamos fazendo um teste. abraco

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  5. Muito bom o texto ! Você é um dos amigos que mais escreve bem. Não se esqueça de que fico o dia todo cercado por jornalísta mas você de longe o (publicitário, diga-se de passagem)com mais conteúdo.
    Abraços

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