UM DESENHO POR SEMANA

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terça-feira, 16 de julho de 2013

All we need is love.

A felicidade está na moda. Ela já saiu algum dia? Já, mas isso é outro assunto. Na verdade a felicidade está na moda como tema de publicidade e bons exemplos disso são as campanhas do Pão de Açúcar e da Coca-cola. Já falei disso aqui

Aí, na linha o que faz todo mundo feliz o pessoal do canal yutúbico Soul Pancake, encontrou um estudo científico sobre felicidade (?) realizado em 2005. Nele, entre outras coisas, está relatado que uma das atitudes que fazem as pessoas mais felizes é expressar gratidão.

O video abaixo mostra o exemplo prático do estudo e te faz pensar em como você reagiria no lugar.




Pensando um pouco, segundo o video, e sendo bem leviano cientificamente falando, dá pra cravar que nossa felicidade real está em não focar em si mesmo. O homem é um ser social e apesar de nossas agruras e maldades o que nos define é o que damos (e não vendemos) ao outro.  Partindo da ideia que felicidade é um estado mais permanente do que alegria de um momento, faz sentido. Alegria efêmera instantânea pode ser conseguida com uma piada, com a bebida ou ganhar um bom desconto em uma compra. A felicidade mais permanente, guardadinha em algum canto do cérebro viria das coisas mais profundas, mais perenes, como lembrar de alguém que um dia te prestou uma ajuda por amor, que te deu algo por amizade, te ensinou pelo valor que deu a você e não por dinheiro, favor, ou qualquer coisa em troca que não fosse o seu bem. Ou seja, a felicidade está na troca desprendida de ações que façam bem, um ao outro. Pelo que me lembro, isso é o que chamamos de AMOR
Assim, a felicidade estaria no amor (olha ele aqui de novo no oqéisso).

Amor é basicamente isso: querer, fazer, se esforçar pelo bem do outro, seja cônjuge, parente, amigo ou apenas alguém que você percebeu que precisa.

Enquanto a humanidade escreve canções, poemas, tratados e finge se importar em campanhas publicitárias, tentando descobrir a roda, o cerne da questão já foi descoberto a milhares de anos e é simples: "tudo o que precisamos é de amor", "o amor é o dom supremo"

Ver uma borboleta, assistir um pôr-do-sol, beber um gole de água gelada no calor, praticar exercícios ou trabalhar no que se gosta são pequenas coisas da vida, gostosas e importantes. Mas a felicidade parece não estar "no que você faz para ser feliz", e sim em "pra quem você faz pra ser feliz". Ela só está por dentro  se for expressa pelo lado de fora, para o outro. Ser grato é devolver um pouco para o outro de tudo o que ele fez por você, e isso, incrivelmente, faz você "ganhar" de novo. Isso é amor, é desprendimento e é por isso que nele, só nele, inclusive cientificamente, é que reside a felicidade.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Então, amor.

Escrevi sobre o amor em minha coluna no  Portal do Cambuí semana passada. Aí vi esse video hoje. Acho que combinam.



Reproduzo aqui o texto que postei lá, veja se bate:


Amor é trabalho, meu filho!

Falar sobre o amor não é coisa lá muito fácil. Todo mundo já o fez, inclusive eu. Mas tenho lido algumas coisas que me fizeram pensar nele novamente.

Escrevi outro dia numa rede social perto de você, que o amor era como honestidade, não tinha como acabar. Você decide que por algum motivo agirá desonestamente e aí passa a não ser mais honesto. Honestidade é então, uma decisão diária, minuto a minuto, segundo a segundo, que no montante do tempo faz de você alguém íntegro.
A honestidade não acaba por acidente ou de forma espontânea, é uma escolha que se faz a cada bifurcação moral e ética que surge a nós todos os dias.

Assim é o amor, uma escolha, uma decisão, milhares de ações e expressões. Não tem como acabar, mas sim ceder ao não amar, que convenhamos, é muito mais fácil. Não amar é a natureza do ser humano. É só olhar para os lados. Apesar de sermos seres sociáveis, quando somos provocados por chefes, motoristas no trânsito, colegas de trabalho, parentes e até mesmo nossos cônjuges, nossa primeira atitude é não amá-los. O desejo primário é rechaçar aquilo que nos confronta – e aqui não julgo a legitimidade da ação do nosso confrontador, mas foco no confronto em si. Odiar é muito mais fácil, não é necessário exercício, esforço para isso. Basta que invadam nossas fronteiras, nosso conforto, mexam com a gente e lá vem o Hulk.

Amor é um negócio que exige atenção, cuidado, dedicação. Não é espontâneo, fica espontâneo após o exercício costumeiro dele. Sim, o amor é como andar de bicicleta: é necessário aprender a pedalar, a se equilibrar e,e,e....você tem que continuar pedalando.
Se parar, ele, amor, continua andando por um tempo, mas a força da inércia também acaba uma hora e o piloto da bike certamente vai cair para um lado.
A essa altura imagino que você tenha entendido que não falo especificamente do amor romântico, mas inclusive dele.

Quando cita-se o “amar ao próximo” é exatamente desse exercício que falamos. Ninguém cai de amores (o que convencionamos chamar paixão) por todo mundo, em todo tempo, logo de cara. Mas quando diante de uma determinada situação escolhemos agir racionalmente com amor em relação a alguém, eis aí o “amar ao próximo”. Quanto mais fazemos isso, mais atentos ficamos para as necessidades do outro, seja ele quem for. Como na bicicleta é com o pedalar e equilibrar, o enxergar e o sentir essas necessidades ficam cada vez mais automáticos.

Não, eu não sou o bom samaritano, nem um mártir que aceita as pancadas do mundo com sorriso no rosto. O cara verde está aqui em mim só a espera de uma pisada no pé pra sair. Também não estou dizendo que amar é ser passivo, subserviente. É o contrário disso, amor é ação. E é exatamente por isso que falo desse exercício. O amor não é um conto de fadas, ou um sentimento bonito que se tem e pronto. É um dom a ser desenvolvido. E aqui, como diria o técnico Muricy Ramalho, “é trabalho meu filho” e do pesado. Quem encara?    


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O ciúme, a aliança e o futebol



Olhei a imagem acima e lembrei do futebol. Sério.  
Sim, a idéia desse anel é ser apenas uma piada, mas creio que é daquelas que “tem um fundinho de verdade” e de posse.

É senso comum dizer que “um pouco de ciúme apimenta a relação” ou que se você “não sente ciúme não ama de verdade”.
Sim, o ciúme apimenta a relação de uma tal forma que causa indigestão e às vezes leva à morte da mesma

Não, ausência de ciúme não é falta de amor, é expressão do sentimento e da segurança de ser amado. Já o ciúme é sentimento de posse, e não é esse o significado da aliança, nome perfeito para a jóia usada nos matrimônios (sacerdotes adoram utilizar a analogia nas cerimônias, e é boa mesmo).

Aliança é união e não compra. Quando um casal a usa, o sentido é de parceria, de caminhar na mesma direção, de jogar no mesmo time. E é nesse ponto que a imagem acima me lembrou futebol. A aliança é como a camiseta de um time, todo mundo que usa aquela determinada estampa está defendendo o mesmo lado do campo. 

Aliança é a certeza de poder olhar para um lado e tocar a bola pro outro. É um entrosamento tal que você não precisa estar todo tempo enxergando o companheiro e mesmo assim sabe que pode jogar a bola pra ele quando quiser. Sabe que ele corre por você se precisar pra que seu posicionamento seja mais perto do gol.
E você em contrapartida, o cobre quando ele vai pro ataque.

Aliança é isso. Na vitória todos ganham, e se há uma derrota todos perdem e lamentam, mas sempre defendem as cores do seu time. Casamento é um campeonato de pontos corridos, no qual cada dia, cada jogo é importante, vale o mesmo número de pontos, mas vez enquando acontece um clássico...

Ciúme é como um jogador que não passa a bola com medo do companheiro fazer um gol contra. O cúmulo da desconfiança, a falta de sentimento de grupo.

E sentimento de grupo é fundamental nas partidas mais difíceis da vida. É aí que os casamentos se perdem. Existem por aí times cheios de estrelas que jogam sozinhas e acham seu papel mais importante para o time que o do cônjuge e ainda ficam chateados quando o companheiro erra.  

Vez o outra é possível driblar meio time e chegar na cara do gol, mas na maioria das jogadas é necessária a troca de passes pra conseguir vencer.

Aliança é o famoso grupo fechado, que não deixa o que é externo entrar, sejam fofocas, investidas de outros times e principalmente o próprio ego. Aliança é perceber que o companheiro teve uma partida infeliz, mas não o fez de propósito.
E saber que há discussões muitas vezes por causa de erros, ou falta de atenção, e a necessidade de ajustes de posicionamento e que isso é natural no calor da partida.

O que realmente importa é que a aliança não foi feita pra marcar a pele de ninguém – embora com a presença do sol o faça mesmo assim. Marca-se alguma coisa com medo de perdê-la. E você não perde algo que você não tem. Quando se casa, você não "tem" uma pessoa, você é um casal, um time com ela.

A aliança foi feita pra gerar esse sentimento de compromisso por uma mesma causa, a vida coletiva, entrosada que muitas vezes joga por música e tem o prazer de fazer parte de um time que ao final da peleja abre o sorriso e comemora tudo o que passaram juntos durante um campeonato de alto nível.

Cobrança a gente já tem da torcida. E marca é coisa de gado.
Deixe disso e vai curtir a partida, meu amigo(a)!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Once - Música e amor de um jeito que ninguém espera














Eu gosto tanto desse filme que dá até vergonha de fazer um post sobre ele por aqui.

Há tempos estou me contendo para postar aqui sobre o filme Once, 2006. Talvez por gostar muito dele e não querer estragar essa relação com teorias, defeitos e qualidades e apenas curti-lo como algo meu. Afinal, pra mim, “gostar” e julgar “bom”, são coisas totalmente distintas (veja aqui) que podem ou não estar juntas em uma obra.

E o que me fez finalmente escrever, depois de resistir uns 3 anos, foi o fato desse filme independente, com baixíssimo orçamento, extremamente melancólico, mas lírico, Além de ganhar diversos prêmios agora dar origem ao musical que ganhou o Tony, o Oscar do teatro, em 2012. Vi em um site “once ganha o Tony” e pensei “será que tem a ver com o filme?” E tinha mesmo.


Vamos ao enredo
O personagem de Glen Hansard (líder da banda irlandesa The Frames) é um músico de rua que toca nos horários em que não está ajudando o pai a consertar aspiradores de pó. E o cara canta a plenos pulmões como se estivesse em um estádio lotado,  misturado com todo o sentimento de quando se está sozinho em seu quarto compondo.

Essa atitude atrai a atenção da personagem de Marketa Irglova, uma imigrante tcheca, também musicista mas que ganha a vida vendendo flores, que passa a admirar e desafiar o fazer artístico do rapaz. A relação entre os dois, seus dramas pessoais e a música permeiam todo o filme.


Once é uma história sobre duetos, música, amor, escolhas, imperfeição, talento, vontade de fazer acontecer, tudo em tons cinza-verde-azulados irlandeses.

Deixarei claro novamente: gosto muito do filme. Talvez pela identificação com o instrumento tocado de forma simples, mas profunda, que é o que aprecio no fazer musical e coloco em minhas investidas de composição no meu cantinho, com o meu violão. Ou talvez seja pela trama não convencional

Pra quem escreve ou compõe o filme tem essa atração a mais. A música no enredo às vezes é pano de fundo, em outros momentos é personagem principal, motivo, fonte de expressão e união entre pessoas. O processo criativo está ali, indo do jeito mais sofrido ao mais prazeroso, na levada dos dramas e sobre eles.

Quem apenas aprecia boas canções e estórias, também é alcançado por Once. A partir do sentimento, relações entre pessoas em níveis que às vezes não prestamos a devida atenção no dia a dia, vão acontecendo e tratando sobre o que achamos que é ou pode ser o amor.




É, eu gosto desse filme. 
Quanto ao musical, vi um pedaço (aqui) e achei o filme muito melhor, é claro.

Curiosidades
Once  ganhou em 2008 o Independent Spirit Award de melhor filme estrangeiro,  o Prêmio do Público no Sundance Film Festival e a canção de Hansard e Irglová "Falling Slowly" (essa que é tocada no video acima) venceu o Oscar de melhor canção original e foi indicada ao Grammy de 2008.

De todas as canções do filme, apenas uma não foi composta por Hansard ou Irglova.  
O filme custou apenas U$ 180.000.

Depois do sucesso do filme a dupla fez diversos show juntos e montaram a banda, dupla, projeto, ou como queiram, The Swell Season


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sobre casamento, ou melhor, sobre amor

Ontem conversava com minha digníssima esposa sobre vários assuntos e dentre eles o que o casamento tem significado nos dias de hoje. Muitos pensamentos, ideias surgiram pra falar por aqui, mas engraçado que hoje me deparei com dois posts no facebook sobre o tema. Uma ótima reflexão em texto e um video sobre uma história.

Assim por enquanto deixo aqueles pensamentos que surgiram ontem incubando somados a esses que surgiram em minha timeline.

Leia aqui
Texto "Este terceiro sujeito"  do Lucas Pedro do site Transformai-vos.

Assist aí

Vi aqui

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um desenho por semana por um mundo mais bacana XLXIX

Post atualizado em 10/12/11
O redator Rubens Gualdieri viu o desenho por semana e mandou um poema. Assim que li tive que atualizar e colocar aqui. Veja o DESENHO, leia o POEMA:


"dois tempos em um"


Dois tempos em um 
(por Rubens Gualdieri)
Sem você me sinto em um temporal
Com você tudo é atemporal
Sem você não há tempo
Com você, chego a tempo
Sem você é matar o tempo 
Com você é viver o tempo 
Contar o tempo que falta 
Resolver a falta de tempo
Se o tempo é igual para todos
Nem todos são iguais para o tempo
O mundo todo sem tempo sou eu sem você
O tempo todo do mundo é você e eu

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